Conversas interceptadas mostram criminoso perguntando a aliado sobre encontro com 'o safado da 44', em referência a policial envolvido na negociação
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GERADO EM: 11/03/2026 - 19:14
Policiais civis são investigados por extorsão a traficante do CV
A Polícia Federal investiga uma tentativa de extorsão envolvendo policiais civis da 44ª DP e o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, do Comando Vermelho. Os policiais teriam exigido R$ 1,5 milhão para encerrar uma investigação contra ele. Interceptações revelam negociações entre o delegado Marcus Henrique e intermediários, com ameaças de prisão para pressionar o pagamento.
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Uma investigação da Polícia Federal aponta que policiais civis da 44ª DP (Inhaúma) teriam tentado extorquir o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. Segundo a decisão judicial que embasou as apurações, foi exigido R$ 1,5 milhão para encerrar uma investigação policial em curso contra o criminoso. De acordo com o documento, o comissário Franklin Alves teria atuado na cobrança sob o comando do irmão, o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, que comanda a unidade. A Polícia Federal afirma que os dois teriam exigido o pagamento do traficante com o objetivo de “encerrar a investigação em curso” contra Índio.
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Para pressionar o chefe do tráfico, os policiais chegaram a emitir intimações contra pessoas próximas a Índio do Lixão, entre elas a esposa do criminoso, Fernanda Ferreira Castro, o amigo Luiz Wanderley Pires de Azevedo, conhecido como “Play”, e o irmão dele, Carlos André dos Santos.
Conversas revelam negociações e intermediários
Conversas revelam negociações e intermediários
As conversas mostram tentativas sucessivas de organizar reuniões entre os envolvidos para tratar da questão. Em um dos registros, Franklin chega a tentar contato diversas vezes com Dudu para saber se um encontro havia ocorrido.
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As mensagens também indicam encontros presenciais entre os intermediários. Em 26 de abril de 2025, Dudu convidou Leandro para ir até sua casa para realizar uma ligação para Franklin. Após a conversa, Dudu fez anotações em um papel e, mais tarde, enviou um vídeo mostrando a destruição das anotações em uma trituradora.
Segundo a análise da Polícia Federal, o conteúdo do papel teria referências a situações ilícitas envolvendo pessoas próximas ao grupo, incluindo menções a carros registrados em nome de terceiros e registros de vídeos com drogas e fuzis.
Ameaças de prisão
Ameaças de prisão
As conversas também indicam pressão sobre o grupo ligado ao traficante. Em determinado momento, Dudu relata que Franklin teria ameaçado pedir a prisão de todos os envolvidos, o que reforçaria a tentativa de pressionar para que o pagamento fosse feito.
Ainda segundo os diálogos, intermediários tentavam negociar uma solução para que a investigação “morresse”, expressão usada nas mensagens para indicar o encerramento do caso.