A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná reforçou que o acostamento das rodovias deve ser utilizado apenas em situações de emergência e informou que vai intensificar a fiscalização para coibir motoristas que usam a área de escape como se fosse uma faixa extra de tráfego.
Em orientação divulgada pela corporação, o porta-voz da PRF no estado, Maciel Júnior, lembrou que o espaço lateral das pistas tem função específica e não integra as faixas de rolamento.
A PRF afirma que intensificará as ações em trechos com histórico de irregularidades e orienta os condutores a permanecer nas faixas de rodagem, respeitar a sinalização e aceitar a redução de velocidade em momentos de congestionamento, em vez de recorrer a manobras proibidas.
Faixa de segurança para panes e resgates
Segundo a corporação, o acostamento funciona como uma área de segurança para veículos que apresentam pane mecânica ou elétrica e precisam parar de forma rápida e controlada, sem bloquear o fluxo principal da via.
Esse espaço também serve para o deslocamento e a atuação de ambulâncias, viaturas policiais e equipes de resgate, que dependem do trecho livre para chegar com agilidade a vítimas de acidentes ou outras ocorrências nas rodovias.
O Código de Trânsito Brasileiro proíbe o trânsito de veículos pelo acostamento fora das situações previstas em lei e prevê penalidades para quem utiliza a área de forma indevida, justamente por se tratar de uma faixa reservada à proteção de usuários e ao atendimento de emergências.
Riscos de transformar o acostamento em pista
Quando motoristas ocupam o acostamento para tentar escapar de congestionamentos, eles reduzem o espaço disponível para veículos em pane e aumentam o risco de colisões laterais, já que outros condutores não esperam encontrar carros trafegando em alta velocidade naquela região.
O uso irregular da área lateral também pode atrapalhar a movimentação de ambulâncias e viaturas, retardar o socorro a vítimas e colocar em perigo pedestres, motociclistas e trabalhadores que eventualmente estejam no local para sinalizar ou prestar atendimento.
Além disso, esse tipo de manobra cria situações de instabilidade no trânsito, com veículos entrando e saindo do acostamento de forma abrupta, o que favorece engavetamentos e disputas por espaço em momentos de maior fluxo nas rodovias.
Como agir em situações de trânsito lento
Nesses cenários, a orientação da PRF é que o motorista permaneça nas faixas de rolamento, respeite a sinalização e aceite a redução de velocidade, mesmo que o congestionamento se prolongue.
Boas práticas de segurança viária incluem ainda manter distância segura do veículo à frente e programar a viagem com antecedência, levando em conta horários de pico e possíveis pontos de retenção, medidas que reduzem o estresse ao volante e diminuem o risco de acidentes.
O valor da multa para quem andar no acostamento
O Código de Trânsito Brasileiro classifica como infração gravíssima trafegar pelo acostamento ou pelas faixas que separam o fluxo de veículos. A multa prevista é de R$ 880. Quando o motorista usa essas faixas para realizar ultrapassagens, o valor sobe para R$ 1.467.