Foragidos acusados de estupro coletivo em Copacabana não saíram do país, diz delegado
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Foragidos acusados de estupro coletivo em Copacabana não saíram do país, diz delegado

Responsável pela investigação, Ângelo Lages diz que fez consulta à PF para saber se eles tinham deixado o Brasil. Advogados disseram que eles vão se entregar até quarta-feira

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    GERADO EM: 03/03/2026 - 15:39

    Acusados de estupro coletivo em Copacabana prometem se entregar até quarta-feira, diz PF

    Os foragidos acusados de estupro coletivo em Copacabana ainda estão no Brasil, segundo a Polícia Federal. O delegado Ângelo Lages afirmou que os advogados dos suspeitos garantiram que eles se entregarão até quarta-feira. Dois já se apresentaram à polícia: Mattheus Veríssimo e João Gabriel. Outros dois, Bruno Allegretti e Vitor Hugo, e um menor de idade, também estão envolvidos. A vítima, atraída por um menor, relatou ter sido estuprada pelos acusados em um apartamento.

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    O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana) afirmou que a Polícia Federal informou que os dois foragidos acusados de um estupro coletivo em Copacabana não deixaram o país oficialmente. Segundo o investigador, os advogados dos jovens afirmaram que eles vão se entregar à polícia até esta quarta-feira.

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  • Dois dos acusados se entregaram na manhã desta terça-feira: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou na delegacia com um advogado e teve o mandado de prisão cumprido. Já no início da tarde, João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, se entregou na 10ª DP (Botafogo). Além deles, outros dois homens são apontados como envolvidos no episódio foram indiciados por estupro coletivo qualificado — porque a vítima é menor de idade — e cárcere privado. Os demais são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que podem ter penas de até 18 anos de prisão. A quinta pessoa apontada pela polícia como envolvida na violência sexual é um adolescente de 17 anos, que já havia tido um relacionamento com a vítima.

    O menor, de acordo com as investigações da 12ª DP (Copacabana), teria atraído a jovem para o apartamento onde o estupro aconteceu e teve seu caso encaminhado para apuração na Vara da Infância e Juventude.

    Os dois se encontraram na portaria do prédio e, no elevador, ela ouviu dele uma insinuação de que fariam “algo diferente”. Ela deixou claro que não gostava da ideia e não a aprovaria. Ainda de acordo com o relatório, já estavam no imóvel Vitor Hugo — da família dos proprietários do endereço, usado eventualmente para aluguel — e Mattheus Veríssimo Zoel Martins. A presença de João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Allegretti também foi confirmada.

    Depois de cumprimentar os presentes, os dois adolescentes foram para um quarto. Quando começavam a se beijar, Mattheus entrou no cômodo, sob o pretexto de buscar seu celular, e saiu. Eles estavam dando início a uma relação sexual quando, segundo depoimento da vítima, o espaço foi mais uma vez invadido, desta vez por três dos adultos. Eles ficaram assistindo e fazendo comentários debochados, até que Mattheus tocou seu seio. A jovem protestou, e os três chegaram a sair do quarto. Logo em seguida, no entanto, os quatro maiores de idade voltaram. A situação, a partir daí, evoluiu para uma sessão de estupro coletivo, segundo o depoimento da vítima à polícia.