Gisèle Pelicot é condecorada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez: 'Transformou o silêncio em consciência coletiva'
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Gisèle Pelicot é condecorada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez: 'Transformou o silêncio em consciência coletiva'

Homenagem ocorreu nesta terça-feira

Por O Globo com AFP — Madri, Espanha

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    GERADO EM: 03/03/2026 - 19:48

    Gisèle Pelicot recebe Ordem do Mérito Civil por luta contra violência de gênero

    Gisèle Pelicot, ativista francesa contra a violência de gênero, foi homenageada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, com a Ordem do Mérito Civil. Sánchez elogiou sua coragem em transformar "o silêncio em consciência coletiva". Pelicot, símbolo global após julgamento histórico, lançou o livro "E a Alegria de Viver", relatando abusos sofridos e promovendo mudanças culturais.

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    A ativista francesa Gisèle Pelicot, que se tornou uma figura global na luta contra a violência de gênero, foi condecorada nesta terça-feira pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que elogiou sua "determinação" e expressou seu "profundo respeito" por ela.

    • Obra autobiográfica: Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em livro de memórias
    • Crítica: 'Um hino à vida', de Gisèle Pelicot , traz olhar pessoal sobre caso de violência sexual

  • Obra autobiográfica: Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em livro de memórias
  • Crítica: 'Um hino à vida', de Gisèle Pelicot , traz olhar pessoal sobre caso de violência sexual
  • "Ela quebrou o tabu da vergonha e transformou o silêncio em consciência coletiva. Hoje, concedemos a Gisèle Pelicot a Ordem do Mérito Civil", declarou o primeiro-ministro na rede social X.

    Segundo um comunicado oficial, Pedro Sánchez enfatizou a "determinação" de Pelicot em "liderar um movimento que transcende fronteiras, apoiando e promovendo uma mudança cultural essencial para a sociedade como um todo, por meio da defesa dos direitos e liberdades das mulheres".

    Sánchez também expressou seu "profundo respeito" por ela.

    Nas últimas semanas, Gisèle Pelicot visitou diversos países europeus para apresentar seu livro, "E a Alegria de Viver", no qual relata os estupros orquestrados por seu ex-marido, sob efeito de drogas, contra dezenas de homens, bem como o julgamento histórico que a tornou um símbolo global na luta contra a violência sexual.

    • Ícone global: Gisèle Pelicot recebe mais alta honraria da França

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  • Em Londres, ela foi recebida pela Rainha Camilla.

    Seu livro foi lançado mundialmente em 17 de fevereiro e publicado em 22 idiomas. No final de fevereiro, a obra, escrita em parceria com a jornalista Judith Perrignon, alcançou o topo da lista de mais vendidos na França.

    Julgamento público

    Julgamento público

    Na obra, a francesa de 73 anos também recorda o julgamento de Avignon em 2024, de repercussão internacional pela magnitude dos fatos, o número de acusados e a decisão de solicitar que as audiências fossem públicas. Embora inicialmente quisesse que o julgamento fosse a portas fechadas, acabou decidindo que fosse aberto ao público e que a vissem cara a cara com seus agressores, para que "a vergonha mudasse de lado", afirmou.

    "Quando lembro do momento em que tomei minha decisão, penso que, se eu tivesse vinte anos a menos, talvez não tivesse ousado rejeitar o julgamento a portas fechadas. Teria temido os olhares, esses malditos olhares com os quais uma mulher da minha geração sempre teve que lidar", afirma nas memórias, segundo o Le Monde. "Talvez a vergonha vá embora mais facilmente quando você tem setenta anos e ninguém presta mais atenção em você. Não sei. Não tinha medo das minhas rugas, nem do meu corpo", escreve.

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    Caroline Darian, à direita, e a mãe, Gisele Pelicot, durante julgamento na França — Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP

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    Gisele P — Foto: Christophe SIMON / AFP

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    Gisele Pelicot ouve seu advogado Stephane Babonneau falando com a mídia enquanto sai do tribunal durante o julgamento de seu marido acusado de drogá-la por quase dez anos e convidar estranhos para estuprá-la em sua casa em Mazan, — Foto: Christophe SIMON / AFP

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    Como a polícia identificou 50 estupradores de mulher dopada pelo marido para ser violentada, na França? — Foto: AFP

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    Manifestantes seguram cartazes durante um protesto do lado de fora do tribunal durante o julgamento de homem acusado de drogar sua esposa por quase dez anos e convidar estranhos para estuprá-la, na França — Foto: AFP

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    Julgamento de homem acusado de drogar sua esposa por quase dez anos e convidar estranhos para estuprá-la, na França — Foto: AFP

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