Liquidante do Banco Master acusa Vorcaro e familiares de compraram mansão na Flórida com esquema de fraude
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Liquidante do Banco Master acusa Vorcaro e familiares de compraram mansão na Flórida com esquema de fraude

Empresa diz que preço da propriedade é um recorde para uma residência na região

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    GERADO EM: 03/03/2026 - 20:36

    Justiça dos EUA congela mansão na Flórida em caso Banco Master

    O liquidante do Banco Master, EFB Regimes Especiais, solicitou à Justiça dos EUA o congelamento de uma mansão na Flórida, supostamente adquirida por familiares de Daniel Vorcaro com fundos desviados em esquema fraudulento. A propriedade, comprada por US$ 32 milhões, teria estabelecido um recorde na região. A ação visa reverter o bem para ressarcir vítimas do escândalo financeiro.

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    O liquidante do Banco Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, pediu à Justiça dos Estados Unidos que congele uma mansão na Flórida que seria de propriedade de familiares de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

    O advogado de de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, disse em nota que o liquidante quer ampliar o patrimônio " buscando bens de outras pessoas, que jamais foram acionistas, gestores ou administradores do banco". A defesa do banqueiro, por sua vez, não se manifestou.

    A petição apresentada pelo liquidante diz que a a propriedade foi comprada por US$ 32 milhões com dinheiro desviado do suposto esquema de fraudes financeiras e deveria ser utilizada para pagar as vítimas do escândalo.

    “O preço de compra do Imóvel 9538 estabeleceu um novo recorde para uma residência unifamiliar na região central da Flórida”, ressaltou a petição.

    O documento sustenta que Henrique Vorcaro e Natália Vorcaro, pai e irmã do banqueiro, utilizaram a empresa Sozo para adquirir a mansão, em fevereiro de 2023, como parte de um suposto esquema para "comprar ativos com recursos desviados do Master", dando "continuidade à fraude".

    O texto diz que, em fevereiro de 2026, a Sozo se empenhou em fechar "com urgência" a venda do imóvel para uma empresa, de Delaware. Por isso, o liquidante explica que moveu a ação na Justiça norte-americana para impedir a transação e colocar a propriedade sob custódia da liquidante do Master.

    "Diante do exposto, o Liquidante requer que este Juízo imponha um "construtive trust" sobre o Imóvel 9538 em favor do Banco Master, ou, alternativamente, que estabeleça um ônus real de natureza equitativa sobre o referido imóvel em favor do Liquidante, em nome do Banco Master", diz o texto.

    “Construtive trust” consiste em uma figura jurídica americana aplicada para penhorar um bem utilizado num esquema criminoso como garantia de pagamento para as vítimas.

    Na petição, a empresa escolhida pelo Banco Central para cuidar da liquidação do Master dize que Vorcaro e seus familiares estão implicados em "atos fraudulentos" que resultaram na apropriação indébita de pelo menos 1 bilhão de dólares dos devedores do banco.

    Íntegra da defesa de Henrique Vorcaro:

    "Eugênio Pacelli, advogado de Henrique Vorcaro, contesta as informações trazidas pelo liquidante: 'Há uma explicação simples para essa manobra do liquidante do Banco: ele quer ampliar o patrimônio do Master, buscando bens de outras pessoas, que jamais foram acionistas, gestores ou administradores do banco. O liquidante foi à Orlando, mesmo sabendo que o imóvel que ele quer solapar nunca foi do Master e nem de Daniel.

    Toda a imprensa brasileira noticiou essa aquisição, feita em 2022, por Henrique, com recursos exclusivamente dele. Todo o Brasil sabe disso, até o liquidante. Se tivesse agido de boa fé, consultaria a documentação relativa ao imóvel', afirmou Eugênio Pacelli, advogado de Henrique. E completa: A leviana ação judicial é um pretexto calunioso para atingir seu patrimônio de origem lícita. Curiosamente, ele não se reporta ao exitoso e lucrativo - para o Banco também - negócio envolvendo a Promed/Hapvida, tudo devidamente contabilizado e tributado. Afinal, a quem interessa a verdade? Quem diz o que quer e faz o que lhe dá na telha haverá de responder na mesma moeda, mas com o dobro da intensidade. E no mesmo foro'.