Intensificação dos bombardeios no Irã: Estados Unidos e Israel lançam mísseis contra prédios estratégicos para o regime dos aiatolás | G1
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Intensificação dos bombardeios no Irã: Estados Unidos e Israel lançam mísseis contra prédios estratégicos para o regime dos aiatolás | G1

EUA e Israel bombardeiam Irã pelo quarto dia

Em Teerã, o quarto dia de guerra amanheceu com fumaça: a madrugada tinha sido de ataques intensos, e a luz do dia foi revelando os destroços. Sobrou pouco do prédio da Assembleia dos Especialistas. Ela é composta por 88 aiatolás responsáveis pela escolha de um novo líder supremo. A imprensa estatal iraniana afirmou que o local estava vazio e que ninguém se feriu. Mas o ataque soou como um recado: Estados Unidos e Israel estão mirando a sucessão dentro do regime dos aiatolás.

O prédio fica na cidade de Qom, a cerca de 100 km de Teerã. Mais cedo, o Exército israelense afirmou ter atacado, na capital, o complexo presidencial iraniano e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, além de instalações por todo o país usadas para produzir armas e sistemas de defesa.

Intensificação dos bombardeios no Irã: Estados Unidos e Israel lançam mísseis contra prédios estratégicos para o regime dos aiatolás — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Foram 1,2 mil ataques só nesta terça-feira (3), segundo Israel. Ao menos um ataque atingiu diretamente o programa nuclear. A Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que a entrada da central subterrânea da usina de Natanz sofreu danos, mas não detectou nenhum vazamento radioativo. É uma das três principais instalações nucleares do Irã e já tinha sido atacada pelos Estados Unidos em junho de 2025.

Os bombardeios também danificaram um patrimônio mundial da humanidade pela Unesco: o Palácio Golestã. O complexo de prédios históricos é um dos pontos turísticos mais importantes do país. O número de mortos no Irã subiu para 787, de acordo com o Crescente Vermelho.

O Irã continua com a estratégia de atingir Israel e as bases americanas em países do Golfo. Israel tem conseguido interceptar a maior parte dos mísseis iranianos. Ainda assim, em duas cidades fragmentos de mísseis atingiram prédios. O país vai reabrir o aeroporto de Tel Aviv na quarta-feira (4) à noite, mas só para o retorno de israelenses que estavam fora de Israel.

Intensificação dos bombardeios no Irã: Estados Unidos e Israel lançam mísseis contra prédios estratégicos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os Emirados Árabes são um dos mais atingidos: 186 mísseis e 812 drones lançados ali desde o início da guerra. Em Dubai, novas explosões foram ouvidas nesta terça-feira (3). As ruas turísticas, geralmente lotadas, estão vazias. No Kuwait e na Arábia Saudita, o governo americano fechou as embaixadas. E no Catar, o sistema de defesa interceptou mais mísseis.

Um tanque de combustível foi atingido no porto de Omã. O ministro das Relações Exteriores, que estava intermediando as negociações antes da guerra, pediu um cessar-fogo imediato:

“Existem alternativas disponíveis”, escreveu.

Mas, por enquanto, não há sinais de trégua. Diante da incerteza e do risco, países do Golfo já começaram a limitar a produção de petróleo e gás. Depois do Catar, nesta terça-feira (3) foi a vez do Iraque. As restrições vão depender de quanto tempo a guerra vai durar.

Um general da Guarda Revolucionária iraniana disse que, se os bombardeios continuarem, “todos os centros econômicos” do Oriente Médio vão ser alvo de represálias. Do lado israelense, o porta-voz militar descartou qualquer recuo:

“Nós não vamos parar, nem por um minuto”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a guerra pode durar algum tempo, mas não anos, como no Iraque:

“Essa não é uma guerra sem fim”, afirmou.

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