Fórum dos Leitores
politica

Fórum dos Leitores

Força bruta

Oswaldo Jesus Motta

Rio de Janeiro

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A morte de Ali Khamenei

Ali Khamenei, o sanguinário tirano opressor do povo iraniano e um dos maiores – senão o maior – patrocinadores do terrorismo mundial contra o Ocidente e vários países árabes, morreu nos ataques de sábado ao Irã. Depois do barulho das bombas, é hora de ouvir o som da comemoração. Já foi tarde!

J. S. Vogel Decol

São Paulo

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Currículo sanguinário

O embaixador e assessor especial do presidente Lula da Silva para Assuntos Internacionais acaba de fazer o seguinte comentário: “Devemos nos preparar para o pior”. Confesso que fiquei na dúvida se o sr. Celso Amorim estava se referindo ao conflito no Oriente Médio ou à possível reeleição de seu chefe para um quarto mandato presidencial. Segundo Amorim, “matar um líder de um país, à distância, é totalmente condenável, é inaceitável”. O que ele não diz é sobre o currículo sanguinário de Ali Khamenei, o tal líder a quem ele se refere.

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva

Salvador

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Contenção necessária

O editorial Ninguém vai chorar pelo Irã (1º/3, A3) merece releitura e cumprimentos. Mais de 60 países europeus, das Américas e da Oceania respaldaram a ação militar profundamente necessária contra um regime pária, corrupto e terrorista – uma ameaça ao mundo ocidental e aos países sunitas do Golfo Pérsico. A mudança de regime, altamente imperiosa, não será automática e nem sequer sabemos se ocorrerá. Mas a simples contenção deste regime indesejável já é um presente para quem quer um mundo mais pacífico, mais livre e menos violento. É uma imensa pena ver o Brasil entre os países que condenaram abertamente a ação. Apoio total ao povo iraniano em sua busca por liberdade.

Marcos L. Susskind

Holon, Israel

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O torniquete de Ormuz

O Irã possui uma arma mais poderosa do que a bomba atômica israelense para negociar um vantajoso acordo de paz com os norte-americanos: o torniquete de Ormuz, que, se for bem apertado, sufocará a economia mundial.

João Gilberto Parenti Couto

Belo Horizonte

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Defesa nacional

Prioridade

Willian Martins

Guararema

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BADERNA

O Brasil está sendo achincalhado até mesmo por aqueles que deveriam zelar pela sua ordem. Há um vídeo gravado pelo ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), onde um tutorial ensina como não ser condenado naquele tribunal. Zymler ensina o caminho das pedras para quem quiser se safar de suas responsabilidades. Basta pagar singelos R$ 4 mi para participar do curso Contratação direta sem licitação e sem problemas. O descaramento é tão intenso que merece investigação profunda a ser realizada pela Polícia Federal. Aliás, foi esse mesmo órgão que, por meio do ministro Jhonatan de Jesus, transcendeu de sua competência e resolveu se intrometer no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Afinal, alguém precisa dar um basta nessa baderna administrativa.

Júlio R. A. Brisola

São Paulo

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INDEFENSÁVEL

Assembleia sindical no Supremo (Estadão, 2/3, A3) mostra que perdemos totalmente a ética, o bom senso e adquirimos uma “cara de pau” jamais vista para defender o indefensável.

Vital Romaneli Penha

Jacareí

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JUIZ NATURAL

No excelente artigo dos doutores Toron e Cavalcanti, intitulado Democracia e juiz natural (Estadão, 2/3) eles afirmam que o juiz natural “é aquele determinado pelas regras previamente estabelecidas”. Citam, ainda, que o Supremo retirou as condenações contra Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Lava Jato sob o fundamento de que o juiz Sergio Moro não era o juiz natural dos casos do triplex do Guarujá, do sitio de Atibaia e do Instituto Lula. Foram necessários anos de investigações, testemunhos de empresários confessando seus crimes e até devolvendo bilhões de reais aos cofres públicos, a maioria das decisões do juiz Moro serem confirmadas pelo TRF-4, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e até a negativa de concessão de habeas corpus ao réu pelo STF permitindo sua ida para a prisão, para só então “descobrirem” que o Juiz Sergio Moro não era o juiz natural? E com esse argumento retirarem as condenações de Lula? Acredito que qualquer segundo anista da Faculdade de Direito saberia definir em qual vara deveriam ser julgados esses processos. Ou haverá alguma outra explicação?

Roberto Croitor

São Paulo

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ATAQUE

O líder iraniano, Ali Khamenei, foi morto neste último final de semana, em ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. O irã respondeu imediatamente, atacando Israel, Catar, Emirados Árabes, Bahrein, porta-aviões, entre outros alvos. Esse conflito que se inicia, provoca consequências em todo o mundo, pois afeta os preços do petróleo, prejudica a operação dos pricipais hubs aéreos do Oriente, causa insegurança nas principais bolsas de valores e deixa a população do planeta em alerta, pois não sabemos o alcance que essa guerra poderá adquirir. As informações são desencontradas, pois cada país relata os ataques de forma diferente, gerando instabilidades em todo o mundo. Vamos torcer para que outras potências nucleares não se envolvam nesses combates.

José Carlos Saraiva da Costa

Belo Horizonte

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MALDADES

A morte do aiatolá Ali Khamenei confirma o que a história sempre mostra: os tiranos acabam com uma morte violenta e sob aplausos do povo. Alguns tiranos tiveram sobre seus cadáveres a urina dos revoltosos e inconformados com as torturas e injustiças sofridas por seus conterrâneos em diversos países pelo mundo. O líder do Irã não fugiu à regra e terminou sua longa vida de maldades.

Mário Negrão Borgonovi

Rio de Janeiro

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PROTAGONISMO

Luciana Lins

Campinas

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DIVIDIDO

Ninguém vai chorar pelo Irã (Estadão, 20/2). Se por um lado considero Trump um indivíduo transtornado, de caráter duvidoso, que age conforme suas conveniências pessoais, belicoso, que não deveria iniciar mais uma guerra, por outro lado entendo que o Irã, “Estado pária que massacra seu povo, que quer a bomba para destruir Israel e financia o terror contra o ocidente”, deve ser neutralizado. Com o sentimento dividido, torço para que o embate seja de curta duração, que as inevitáveis mortes sejam poucas e, principalmente, que o sofrido povo iraniano venha ter a paz e a liberdade que merecem.

Maurilio Polizello Junior

Ribeirão Preto

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DECLARAÇÃO

O presidente do Irã, Pezeshkian, definiu o ataque que vitimou Ali Khamenei como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”. Isso é mera bravata, pois basta ver as comemorações pela eliminação do líder fundamentalista não apenas no Irã, mas por iranianos espalhados pelo mundo. Na verdade, a declaração de guerra foi dada há séculos por eles – muçulmanos fundamentalistas, minoria – que decretaram a “Jihad” (Guerra Santa) contra os “infiéis”, ou seja, contra qualquer um não muçulmano. Esses fundamentalistas acreditam que matar os infiéis é uma obrigação de todos aqueles que seguem o Alcorão. É por essa razão que a República Islâmica (que nada tem a ver com o povo iraniano) se tornou, a partir de 1979, no maior exportador, incentivador e financiador do terrorismo internacional, fomentando guerras e conflitos em todo o mundo por meio de “proxies” (como o Hamas, Hezbollah, Houties), com a omissão da ONU. Portanto, o correto seria Pezeshkian afirmar que a “declaração de guerra” dos EUA é contra os muçulmanos fundamentalistas (os mesmos que massacraram cerca de 40.000 iranianos no levante popular que se iniciou ao final de dezembro e se estendeu até janeiro deste ano).

Milton Córdova Júnior

Distrito Federal

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FORMIDÁVEL

Vladmir Putin deve estar se sentindo um otário assistindo a desenvoltura, rapidez e eficiência com que seu colega americano se livra de lideranças indesejadas. Volodimir Zelenski se mostrou um líder formidável conduzindo com inesperada competência a defesa da Ucrânia e impondo derrotas e prejuízos gigantescos para a Rússia. Bastaria ter eliminado Zelenski no primeiro dia e a Rússia teria conquistado a Ucrânia sem maiores problemas.

Mário Barilá Filho

São Paulo

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PAZ

É um absurdo que milhares de pessoas estejam sofrendo e perdendo suas vidas nesses conflitos. A guerra não é a resposta. O mundo precisa de paz. Calam-se as armas. Deus está com os construtores da paz. Oremos pela paz e digamos não à guerra. Ressoe em nosso coração e no mundo inteiro a voz da profecia da esperança e da paz. Não é a guerra que vai resolver os problemas no mundo, mas a paz e amor entre os povos. A paz não pode ser adiada: é uma necessidade urgente. Não às armas.

José Ribamar Pinheiro Filho

Brasília

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NATUREZA

Por óbvio, a guerra iniciada pelos EUA contra o Irã nos traz preocupação; afinal, este mundo é pequeno. Mas a nossa guerra é com o clima. Enchentes sucessivas e violentas atingem todas as regiões do Brasil; queimadas, e, aqui, claro, há a mão do homem diretamente ligada ao fogo, devastam inúmeras localidades do País. Até ciclones e tornados já tivemos. Mas como vencer essa guerra contra algo tão poderoso quanto a natureza? Dialogando com ela, entendendo suas necessidades e refletindo sobre o que fazer para aplacar sua “ira”. Conseguiremos? Poderia dizer que só o tempo dirá, mas o tempo também está contra nós.

Marcus Aurelio de Carvalho

Santos

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POLÍTICOS

O mundo que já é muito tenso, não precisa de políticos como Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin. Dois dias após o primeiro anunciar “progressos significativos” nas negociações nucleares em Genebra, o mesmo, junto com Netanyahu mandou bombardear o complexo onde estava a cúpula política iraniana e, de sobre, uma escola de meninas, matando, pelo menos, 153 alunas. Usando armas americanas, Netanyahu continua o massacre em Gaza, certo de que não vai ser condenado no Conselho da Segurança das Nações Unidas, graças aos vetos americanos, inclusive contra a resolução brasileira em outubro de 2023, que evitaria toda essa tragédia. Enquanto Trump prometeu em 2023 que acabaria a guerra da Ucrânia “em 24 horas”, a guerra continua. Com políticos assim, o mundo não precisa de mais assassinos.

Omar El Seoud

São Paulo

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NOVO CAPÍTULO

Os Estados Unidos usaram o pretexto do enriquecimento de urânio pelo Irã, para atacar o país, aliado da China, cuja importação de três quartos de seu petróleo passa pelo estreito de Ormuz, agora sob controle dos Estados Unidos. Esse conflito é um capítulo desta disputa pela egemonia mundial.

Paulo Sergio Arisi

Salvador

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AO CONTRÁRIO

E se fosse ao contrário: se o Irã atacasse os Estados Unidos e matasse Trump? Seria um ato lícito em benefício da humanidade ou um grave atentado ao direito internacional?

Sylvio Belém

Recife

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TOLAS

Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar por e nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

São Paulo