Estupro coletivo de adolescente no Rio: polícia prende dois suspeitos
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Estupro coletivo de adolescente no Rio: polícia prende dois suspeitos

Adolescente foi estuprada por cinco pessoas em Copacabana na noite de 31 de janeiro; reportagem busca contato com defesa dos suspeitos. Crédito: PCERJ/Divulgação

A polícia do Rio prendeu nesta terça-feira, 3, dois dos suspeitos pelo estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na zona sul da cidade, na noite de 31 de janeiro: Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19. Diligências estão em andamento para capturar e responsabilizar os demais envolvidos.

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A Justiça do Rio expediu mandados de prisão contra os quatro maiores de idade. O Disque Denúncia da Polícia Civil do Rio divulgou, no domingo, 1º, um cartaz para ajudar na localização dos jovens: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; além de Mattheus e João Gabriel, presos nesta terça.

Em nota enviada ao Estadão, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou “com veemência” a ocorrência de estupro e emboscada. Afirmou que ele não tem nenhum histórico de violência e que, até o momento, não teve oportunidade de ser ouvido para se defender. A reportagem tenta contato com a defesa de todos os suspeitos.

O que aconteceu

Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O rapaz pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.

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No elevador o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.

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    O adolescente que convidou a vítima, e que não teve a identidade divulgada por ser menor de idade, também é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude.

    Em entrevista ao Estadão, ativista diz que é preciso levar políticas públicas para o interior. Crédito: Maria da Penha