BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 3, que é muito cedo para falar em uma reversão do ciclo de cortes da taxa básica de juros (Selic)contratado por conta do conflito no Irã.
PUBLICIDADE
Ele afirmou que a função do Banco Central é acertar a dose do remédio contra a inflação, mas que uma dose maior que o necessário ou menor pode causar mal ao paciente.
“A gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão nos suceder; mas assim, é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado aí, que é um ciclo de cortes”, disse em entrevista ao programa Alô, Alô Brasil, do jornalista José Luiz Datena, na Rádio Nacional.
Segundo Haddad, a função da Fazenda é estudar todos os possíveis cenários que a guerra no Oriente Médio podem causar no Brasil e se preparar para todas essas variáveis.
Publicidade
“O que cabe a nós fazermos é justamente nos preparar para qualquer cenário, como temos feito em qualquer circunstância - quando aconteceu o tarifaço do Trump, quando acontece um evento climático severo... A equipe econômica sempre procura montar cenários e se preparar para qualquer um deles”, declarou.
Leia mais
Haddad diz que Fazenda acompanha conflito no Oriente Médio com cautela, mas que ‘economia está bem’
Haddad diz que Fazenda acompanha conflito no Oriente Médio com cautela, mas que ‘economia está bem’
Dólar sobe quase 2% e chega a R$ 5,26 com escalada dos conflitos no Oriente Médio
Dólar sobe quase 2% e chega a R$ 5,26 com escalada dos conflitos no Oriente Médio
O ministro afirmou que tanto a incursão na Venezuela quanto no Irã teve motivação o petróleo e o medo que a China causou nos Estados Unidos, além desgastes internos de Donald Trump relacionados a sua imagem pública.
“É muito preocupante o que está acontecendo no mundo e a China assustou demais os Estados Unidos, todas essas movimentações têm muito a ver com a China, mesmo na Venezuela, tanto na Venezuela quanto no Irã, a questão é o petróleo e a dependência da China da importação de 11 a 12 milhões de barris por dia de petróleo”, afirmou.