Anac abre investigação para saber se helicópteros que se chocaram no Rio faziam transporte clandestino
politica

Anac abre investigação para saber se helicópteros que se chocaram no Rio faziam transporte clandestino

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu uma investigação pára saber se os helicópteros envolvidos na colisão que matou 6 pessoas no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, realizavam transporte clandestino de passageiros. As informações são da Band News FM.

Segundo o diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein, os dois pilotos e as duas aeronaves estavam em situação regular no momento do acidente. No entanto, a principal dúvida da investigação, neste momento, é verificar se ao menos uma das aeronaves operava irregularmente.

“Nós precisamos verificar se essas aeronaves, ou pelo menos uma delas, a que estava com passageiros, estavam realizando o que a gente chama de transporte aéreo clandestino. Nós temos várias denúncias e algumas investigações em curso”, declarou no domingo, 14, Faierstein. 

Uma das aeronaves é um Bell Helicopter 206B, que foi fabricado em 1999. O helicóptero foi registrado em nome da empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda. em outubro de 2024; a outra é um Eurocopter France AS350 B2, de 2012. A aeronave pertencia ao empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias desde 2021. 

Como foi o acidente 

A queda aconteceu na Avenida das Américas, pouco antes das 9h. Em um vídeo obtido pelo Terra, registrado por câmera de monitoramento de um condomínio na região, é possível ver os segundos finais da queda de um dos veículos aéreos, após uma colisão entre os dois no ar

Uma das aeronaves explodiu ao atingir o solo e as chamas se alastraram pelo pátio de uma concessionária da marca de veículos elétricos BYD, que antes era uma igreja abandonada. Ao menos 15 veículos queimaram com a explosão, segundo o Corpo de Bombeiros. 

As imagens feitas pelos moradores mostram o fogo e a fumaça preta intensa que se espalhou pelo local. Em um dos vídeos, a pessoa relata ainda que há pedaços de vidro e carcaças dos helicópteros. Em outro, é possível ouvir parte das explosões. Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado.

O Tenente-Coronel Fábio Contreiras, do Corpo de Bombeiros, afirmou que os dois helicópteros caíram a cerca de 100 metros de distância um do outro. "Uma das aeronaves, ao cair, incendiou e provocou um incêndio em torno de 15 veículos elétricos que tinham potencial de incêndio muito alto". Nela, foram encontrados cinco mortos. Na que caiu mais distante, o piloto foi encontrado sem vida. 

"A aeronave não havia se incendiado ainda, havia apenas colidido e, infelizmente, a vítima já estava sem sinais de vida", declarou. 

Em nota, a BYD lamentou o acidente que  atingiu um pátio de veículos de uma concessionária da marca e se solidarizou com os familiares e amigos das vítimas. "A empresa acompanha a situação com atenção, presta apoio no local por meio da concessionária e permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com o que for necessário", disse no comunicado.

Em nota ao Terra, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), confirmou que investigadores foram acionados para atender a ocorrência com as aeronaves de matrículas PP-MAC e PR-DJJ.

"Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", diz o órgão.

Ao menos 45 militares, 15 viaturas e equipes especializadas do Grupo de Operações Especiais (GOEsp) e da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados da corporação estão no local.

← Volver a noticias