Restaurantes, hotéis e comércio: raio-x do Ministério do Trabalho aponta setores mais afetados pela mudança na escala 6x1
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Restaurantes, hotéis e comércio: raio-x do Ministério do Trabalho aponta setores mais afetados pela mudança na escala 6x1

Discussão é uma das prioridades do governo Lula neste ano; presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) também tem capitaneado a pauta

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    GERADO EM: 02/03/2026 - 21:21

    Proposta de Redução da Jornada 6x1 Afeta Setores Chave no Brasil

    Um estudo do Ministério do Trabalho revela que setores como transporte aéreo, alimentação e alojamento são os mais impactados por possíveis mudanças na jornada 6x1. A discussão, liderada pelo governo Lula e apoiada por Hugo Motta, propõe a redução da jornada semanal. A proposta visa beneficiar micro e pequenas empresas, mas enfrenta resistência de associações empresariais devido ao aumento de custos.

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    Os serviços de transporte aéreo, de alimentação e de alojamento podem ser os mais afetados por uma mudança legislativa nas regras sobre a jornada de trabalho do país. Segundo estudo do Ministério do Trabalho obtido pelo GLOBO, esses três segmentos têm a maior parcela de trabalhadores em escala 6x1 de acordo com dados de dezembro de 2025.

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  • O estudo também mostra que uma eventual mudança na jornada de trabalho seria mais impactante proporcionalmente para micro e pequenas empresas em relação às maiores. De qualquer forma, a conclusão de integrantes da pasta é de que os efeitos não seriam "catastróficos".

    A discussão da escala 6x1 é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva este ano. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) também tem capitaneado a pauta e decidiu apensar duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

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  • Uma proposta é de Erika Hilton (Psol-SP), que reduz a jornada para 36 horas semanais, divididos em 4 dias. Já o texto de Reginaldo Lopes (PT-MG) só trata da redução para 36 horas semanais.

    No geral, o estudo mostra que cerca de um terço dos trabalhadores do país (33,2%) cumpriam escala 6x1 em dezembro de 2025 – 14,8 milhões de um contingente de 47,6 milhões de jornadas semanais analisadas. Do restante, 29,7 milhões tinham dois descansos semanais e 3 milhões não puderam ser classificados. Ficaram de fora ainda cerca de 2 milhões que trabalham em escala 12hx36h ou com revezamento.

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  • Em relação ao tamanho das empresas, enquanto nas maiores, o percentual era de 32,9%, nas micro e pequenas empresas, era de 35%, ou 5,5 milhões do total de 15,7 milhões de celetistas nas companhias menores.

    Por setores, o levantamento indica que os maiores efeitos de uma eventual mudança legislativa sobre a jornada de trabalho deve recair sobre companhias aéreas e hotéis e pousadas, que tinham mais de 50% dos funcionários com apenas um descanso semanal no fim do ano passado. Os percentuais eram, respectivamente, de 53,2% e 52%.

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  • Já em bares, lanchonetes e restaurantes, a fatia chegava a 47,1%. Em quarto, o comércio tinha 42,2% em escala 6x1 e a indústria de coque, derivados, petróleo e biocombustível, 39,8%.

    O ministério também está elaborando estudos sobre os impactos econômicos da mudança, para se contrapor as análises das associações empresariais. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, afirma que a mudança para 40 horas semanais pode aumentar o custo empresarial em até R$ 267,2 bilhões por ano.

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