Justiça do Rio nega habeas corpus a três dos quatro suspeitos de cometer estupro coletivo em Copacabana
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Justiça do Rio nega habeas corpus a três dos quatro suspeitos de cometer estupro coletivo em Copacabana

Desembargador indeferiu pedidos das defesas dos homens, que são considerados foragidos

Por O Globo — Rio de Janeiro

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    GERADO EM: 03/03/2026 - 07:38

    Justiça do RJ nega habeas corpus a três acusados de estupro coletivo em Copacabana

    A Justiça do Rio de Janeiro negou habeas corpus a três dos quatro suspeitos de um estupro coletivo ocorrido em Copacabana. Os suspeitos, considerados foragidos, foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. O caso envolve também um adolescente que atraiu a vítima, uma jovem de 17 anos, para o local do crime. A vítima detalhou a violência sofrida à polícia e à família.

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    A Justiça do Rio de Janeiro negou habeas corpus a três dos quatro homens suspeitos de participarem do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, indeferiu os pedidos das defesas dos procurados, que já são considerados foragidos.

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  • Como o caso corre em segredo de Justiça, o processo não mostra os nomes de quem entrou com os pedidos de habeas corpus.

    Os quatro suspeitos de terem participado do episódio foram indiciados por estupro coletivo qualificado — porque a vítima é menor de idade — e cárcere privado. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, que podem ter penas de até 18 anos de prisão.

    A quinta pessoa apontada pela polícia como envolvida na violência sexual é um adolescente de 17 anos, que já havia tido um relacionamento com a vítima. Ele, de acordo com as investigações da 12ª DP (Copacabana), teria atraído a jovem para o apartamento onde o estupro aconteceu e teve seu caso encaminhado para apuração na Vara da Infância e Juventude.

    Os dois se encontraram na portaria do prédio e, no elevador, ela ouviu dele uma insinuação de que fariam “algo diferente”. Ela deixou claro que não gostava da ideia e não a aprovaria. Ainda de acordo com o relatório, já estavam no imóvel Vitor Hugo — da família dos proprietários do endereço, usado eventualmente para aluguel — e Mattheus Veríssimo Zoel Martins. A presença de João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Allegretti também foi confirmada.

    Depois de cumprimentar os presentes, os dois adolescentes foram para um quarto. Quando começavam a se beijar, Mattheus entrou no cômodo, sob o pretexto de buscar seu celular, e saiu. Eles estavam dando início a uma relação sexual quando, segundo depoimento da vítima, o espaço foi mais uma vez invadido, desta vez por três dos adultos. Eles ficaram assistindo e fazendo comentários debochados, até que Mattheus tocou seu seio. A jovem protestou, e os três chegaram a sair do quarto. Logo em seguida, no entanto, os quatro maiores de idade voltaram. A situação, a partir daí, evoluiu para uma sessão de estupro coletivo, segundo o depoimento da vítima à polícia.

    Sessão de agressões

    Sessão de agressões

    A jovem contou ter sido agarrada pelos cabelos, obrigada a praticar atos contra a sua vontade e afirmou ter levado um chute na região abdominal dado pelo adolescente. Ela contou ainda ter sido impedida de deixar o quarto e relatou ter continuado a sofrer agressões mesmo depois de dizer que estava “cansada” e pedir para que parassem.

    A vítima contou que ao deixar o apartamento enviou uma mensagem de áudio para o irmão dizendo que “achava que tinha sido estuprada”. À avó, a quem trata como mãe, a jovem detalhou mais uma vez o que tinha acontecido. Em entrevista ao RJ2, da TV Globo, a mulher desabafou:

    — Quando eu me deparei com ela e falei: “Filha, o que houve?”. Aí foi quando ela suspendeu o vestido mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada. E só catei os documentos e falei: “Vamos para a delegacia”. Ela se sentia muito culpada e dizia querer desistir da vida por vergonha, porque achava que, por onde ela passasse, todo mundo iria apontá-la como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar de que ela não tem culpa, de que ela não está sozinha e de que ela importa.

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