Rumos 2026: Ajuste fiscal é chave para melhorar ambiente de negócios no Brasil, dizem CEOs de grandes companhias
politica

Rumos 2026: Ajuste fiscal é chave para melhorar ambiente de negócios no Brasil, dizem CEOs de grandes companhias

Líderes defendem reformas e políticas públicas eficientes para ampliar competitividade das empresas

  • Facebook
  • Twitter
  • BlueSky
  • Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

    GERADO EM: 03/03/2026 - 08:47

    CEOs destacam ajuste fiscal como chave para juros menores e crescimento econômico no Brasil

    CEOs de grandes empresas no Brasil, reunidos no evento Rumos 2026, destacaram a importância de um ajuste fiscal para melhorar o ambiente de negócios e promover uma queda estrutural dos juros. Reformas fiscais e políticas públicas eficientes são vistas como essenciais para aumentar a competitividade e possibilitar um ciclo virtuoso econômico, apesar de desafios como alta carga tributária e custo de energia.

    CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

    Executivos-chefes (CEOs) de grandes empresas de diferentes setores que participaram do Rumos 2026 defenderam a necessidade de um ajuste fiscal como condição para que possa haver uma queda estrutural dos juros e a melhora do ambiente de negócios no Brasil. A percepção é que isso possa acontecer após as eleições presidenciais, independentemente do vencedor. Ainda assim, a queda esperada para os juros já neste ano deve trazer algum alívio.

    • Rumos 2026: Guerra no Oriente Médio não muda cenário positivo ao país
    • Haddad: Guerra não deve impactar variáveis macroeconômicas, mas escalada do conflito traria riscos

  • Rumos 2026: Guerra no Oriente Médio não muda cenário positivo ao país
  • Haddad: Guerra não deve impactar variáveis macroeconômicas, mas escalada do conflito traria riscos
  • Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, afirmou que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve trazer o primeiro corte de juros após um período prolongado com a taxa básica em patamares elevados. Ressaltou, porém, que é importante reduzir o custo de capital, acrescentando que o Itaú vê espaço para queda relevante de juros:

    — Precisamos discutir alavancas para uma queda estrutural da taxa de juros. Se eles ficarem (no patamar atual) por um prazo mais longo, aí a inadimplência tende a subir. Já temos um recorde de recuperações judiciais e, com a economia mais pressionada, ficaríamos mais distantes de um ciclo virtuoso.

    Maluhy frisou que é preciso instituições fortes e que isso ajuda a reduzir o prêmio de risco, além de ampliar a segurança jurídica.

    — O tema fiscal é o tema da hora. O próprio secretário (do Tesouro, Rogério) Ceron reconheceu que tem espaço para avançar. O arcabouço fiscal é lento (do ponto de vista de melhora na dívida pública). O Brasil precisa fazer uma reforma orçamentária urgente, qualquer que seja o novo presidente.

    • Penduricalhos: Conselho do MP diz a Gilmar que impôs teto de R$ 46,3 mil para pagamento de retroativos

  • Penduricalhos: Conselho do MP diz a Gilmar que impôs teto de R$ 46,3 mil para pagamento de retroativos
  • Acesso a crédito

    Acesso a crédito

    O CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou que o ambiente de negócios ainda impõe obstáculos ao financiamento das empresas do setor varejista, o que limita decisões de investimento e expansão das companhias no país:

    — Avanços microeconômicos podem melhorar o acesso a crédito e reduzir riscos no varejo. É necessária uma agenda de reformas estruturais para destravar o ambiente de negócios.

    O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, destacou a importância do setor privado para o crescimento do Brasil. O empresariado, entretanto, teria desafios pela frente, sobretudo com um cenário tributário complexo e a necessidade de se aumentar a competitividade da indústria nacional, ponderou. Para ele, o país precisa dar alguns passos para tornar o setor produtivo mais forte, citando a necessidade de garantir cenário macro forte e comércio internacional livre de burocracias.

    • Efeito na refinaria: Com a alta do petróleo, defasagem no preço da gasolina já chega a 17% e no diesel a 23% nas refinarias da Petrobras

  • Efeito na refinaria: Com a alta do petróleo, defasagem no preço da gasolina já chega a 17% e no diesel a 23% nas refinarias da Petrobras
  • Questionado sobre o impacto de crises globais nos negócios, explicou que nos últimos anos essas turbulências foram constantes, entre elas a inflação na Europa, a falta de peças para aviões e agora o conflito entre Estados Unidos e Israel e o Irã.

    — Na Embraer, tratamos com objetividade e foco (o tema), com plano robusto para definir as medidas para mitigar as crises. Tivemos sucesso. A companhia vive momento de expansão, com melhoria contínua e crescimento no resultado operacional.

    Representantes de outras indústrias têm visão mais crítica sobre o contexto atual. O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que a elevada carga de impostos federais é um dos principais entraves à competitividade brasileira. Citou ainda o custo da energia para a siderurgia:

    — O custo de energia é um fator relevante para a competitividade da indústria — afirmou, ao defender maior previsibilidade para estimular investimentos no país. — Temos boas políticas, mas a execução ainda é ineficiente em várias áreas.

  • Banco Central
  • Bradesco
  • Gerdau
  • Itaú Unibanco
  • Magazine Luiza