Crise no Oriente Médio: Lula evita apoiar Trump, enquanto tenta manter relação com o presidente dos EUA
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Crise no Oriente Médio: Lula evita apoiar Trump, enquanto tenta manter relação com o presidente dos EUA

Efeito de política externa em ano eleitoral é uma das preocupações de governo Lula

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    GERADO EM: 03/03/2026 - 11:57

    Crise no Oriente Médio testa habilidade diplomática do governo Lula

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    A crise no Oriente Médio impõe ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva um duplo desafio: calibrar uma resposta diplomática e, ao mesmo tempo, evitar que a política externa se torne foco de vulnerabilidade interna a sete meses das eleições de 2026. Segundo interlocutores que acompanham o tema em Brasília, Lula não pretende deixar esfriar o relacionamento com o presidente americano, Donald Trump — com quem deve se reunir nos próximos dias em Washington. Ao mesmo tempo, uma exposição pública favorável a Trump neste momento poderia ser interpretada como endosso às ações conduzidas por Estados Unidos e Israel, que são questionadas pela diplomacia brasileira.

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  • O presidente planeja fazer uma viagem para os Estados Unidos neste mês, mas a visita a Washington ainda não foi confirmada.

    Para integrantes do governo Lula, o cenário é “complexo e delicado”, sobretudo porque qualquer gesto pode produzir efeitos tanto na política externa quanto no debate interno. Diante do impasse, a orientação é evitar movimentos bruscos. Por isso, a avaliação de que é necessário levar o tema a “banho-maria”.

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  • No domingo, em entrevista ao GLOBO, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como “condenável” e “inaceitável” o assassinato de Khamenei e alertou que a crise tende a se expandir para além das fronteiras iranianas.

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    Integrantes do governo avaliam que, no campo comercial, o Brasil já obteve avanços relevantes após decisão da Suprema Corte dos EUA que afetou o tarifaço de Trump, reduzindo a pressão imediata por novos movimentos. Assim, não haveria razão para açodamento.

    A prioridade, segundo esses interlocutores, é impedir que a política externa se transforme em vulnerabilidade eleitoral.

    — A política externa não pode virar vidraça contra o governo ao longo da campanha — disse um deles.