Caso foi registrado como suicídio, mas diligências apontam para 'morte suspeita'; laudo revela disparo de arma de fogo no lado direito da cabeça da soldado
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GERADO EM: 03/03/2026 - 14:51
Tenente-coronel é afastado após morte suspeita de esposa policial
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da PM de São Paulo, foi afastado após a morte de sua esposa, Gisele Alves Santana, inicialmente registrada como suicídio, mas agora investigada como "morte suspeita". O laudo revela disparo na cabeça da policial, enquanto familiares contestam a versão oficial, alegando que Gisele sofria violência psicológica. Investigadores consideram pedir exumação para esclarecer o caso.
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar de São Paulo, foi afastado nesta terça-feira de suas funções, nos desdobramentos da morte de sua esposa, a também policial Gisele Alves Santana, encontrada morta no apartamento do casal, no Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o pedido de afastamento partiu do próprio oficial.
"A Polícia Militar informa que o tenente-coronel encontra-se afastado de suas funções, a pedido", informa o comunicado da SSP.
A princípio, o caso foi tratado como suicídio, mas depois os investigadores mudaram a tipificação para "morte suspeita".
Em seu primeiro depoimento, Neto afirmou que, antes da morte de Gisele, ele pediu a separação, pois o casamento não andava bem. Na sequência, ainda segundo relato, ele ouviu um barulho vindo do chuveiro. Ao abrir a porta, afirmou ter encontrado a esposa no chão.
Porém, familiares da soldado contestam a versão de suicídio e afirmam que a jovem vivia um relacionamento conturbado com o tenente-coronel e era constantemente vítima de violência psicológica.
– Ele proibia ela de usar salto, usar roupa, ir à academia só com ele, usar batom. Tanto que os perfumes dela eram guardados no quartel, ela não tinha perfume nem em casa. Ninguém podia olhar para ela, ela tinha que andar de cabeça baixa, ela não podia olhar para o lado– afirmou a tia, Maria de Lourdes Huber, ao G1.
Já a mãe da policial, Marinalva Vieira Alves Santana, também segundo o G1, relatou episódios que, segundo ela, demonstravam perseguição.
– No serviço dela, ele pediu a bolsa para segurar e ela falou que não dava. Ele puxou, e até o guarda perguntou o que estava acontecendo. Ela disse que não era nada. Na saída, ele estava lá, mesmo sem trabalhar junto com ela. Era 24 horas perseguindo a minha filha. Um dia ela veio de metrô e falou: ‘Mãe, tomei o maior susto, ele já estava atrás de mim’. Era perseguição 24 horas– disse.
Até o momento, Geraldo Leite Rosa Neto não é considerado investigado.
Agora, os investigadores, em busca de novos esclarecimentos, poderão pedir à Justiça a exumação do corpo. O caso segue em investigação no 8º DP, na Mooca.