Ao menos 175 pessoas morreram em bombardeio atribuído por Teerã a EUA e Israel; autoria não foi confirmada
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GERADO EM: 03/03/2026 - 14:37
Funeral em Minab: ONU pede investigação de ataque mortal em escola no Irã
Centenas se reuniram em Minab, Irã, para o funeral de crianças e professoras vítimas de um ataque a uma escola, atribuído por Teerã a EUA e Israel. O bombardeio, que matou ao menos 175, é considerado pela ONU um possível crime de guerra. A destruição foi confirmada por vídeos e fotos. O alto comissário da ONU para Direitos Humanos pediu investigação imparcial. Israel nega envolvimento.
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Multidões ocuparam as ruas da cidade de Minab, no sul do Irã, próxima ao estratégico Estreito de Ormuz, para acompanhar o funeral coletivo de dezenas de crianças e professoras mortas em um ataque contra uma escola primária feminina no sábado, segundo a mídia estatal iraniana. De acordo com o New York Times, ao menos 175 pessoas morreram no bombardeio, que teria destruído pelo menos metade do prédio de dois andares. Autoridades iranianas afirmam que a ofensiva fez parte de uma operação lançada por Israel em cooperação com os Estados Unidos, mas o Exército israelense nega a acusação. Para a ONU, o ataque, cuja autoria ainda não foi confirmada, pode configurar um crime de guerra.
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Familiares e moradores carregavam fotos das vítimas, algumas com apenas 7 anos, em cenas que evidenciam o impacto humano da escalada do conflito. Ainda há poucos detalhes oficiais sobre os mortos nos ataques ao Irã, mas, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 780 pessoas morreram em 153 distritos do país desde o início da ofensiva, no sábado.
Segundo informações divulgadas pela CNN, imagens e vídeos do funeral mostram centenas de pessoas reunidas ao redor de pequenos caixões cobertos com a bandeira do Irã, enquanto recitavam orações e prestavam homenagens às vítimas.
Após o bombardeio, o New York Times verificou diversos vídeos e fotos que mostram salas da escola completamente devastadas e parte da estrutura reduzida a escombros.
Dezenas de pessoas morreram em ataque a uma escola no sul do Irã
Nesta terça-feira, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou uma investigação “rápida, imparcial e completa” sobre o ataque que, segundo ele, pode configurar crime de guerra. E reiterou que “ataques indiscriminados” representam “graves violações” do direito internacional humanitário.
Türk também defendeu que as conclusões sejam tornadas públicas e que se “garantam responsabilização e reparação às vítimas”.
“O ônus cabe às forças que realizaram o ataque de investigá-lo”, declarou em nota.
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A cobrança ocorre após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusar Washington e Tel Aviv de serem responsáveis pela morte das crianças. Em uma publicação na rede social X, na segunda-feira, o chanceler divulgou a imagem de covas recém-abertas.
“Estas são covas sendo cavadas para mais de 160 jovens inocentes que foram mortas no bombardeio americano-israelense a uma escola primária. Seus corpos foram dilacerados”, escreveu Araghchi.
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Também na segunda-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou a jornalistas que o país “não visaria deliberadamente uma escola”.
— O Departamento de Guerra estaria investigando isso, caso tenha sido um ataque nosso, e eu encaminharia sua pergunta a eles — disse.
O episódio ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses contra o Irã. Na terça-feira, imagens que circularam a partir de Teerã mostraram quarteirões residenciais reduzidos a escombros, reforçando o cenário de destruição provocado pela escalada militar.