Polícia investiga outros dois casos de estupro que teriam sido cometidos por acusados do abuso de adolescente em Copacabana
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Polícia investiga outros dois casos de estupro que teriam sido cometidos por acusados do abuso de adolescente em Copacabana

Um dos casos teria acontecido em 2023, quando a outra vítima tinha 14 anos

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    GERADO EM: 03/03/2026 - 15:34

    Polícia do Rio investiga novos casos de estupro envolvendo adolescentes em Copacabana

    A Polícia Civil do Rio está investigando dois casos adicionais de estupro envolvendo adolescentes, vinculados aos acusados de um estupro coletivo ocorrido em Copacabana. Um caso de 2023 envolve uma vítima de 14 anos atraída para uma emboscada. Dois suspeitos já se entregaram, enquanto outros permanecem foragidos. Investigadores estão reunindo provas para esclarecer os crimes e identificar todos os envolvidos.

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    A Polícia Civil do Rio investiga outros dois casos de estupros de adolescentes que também acusam dois dos réus de cometerem um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio. Nesta segunda-feira, a mãe de outra jovem procurou a 12ª DP (Copacabana) para registrar o caso, que teria ocorrido em 2023. Segundo ela, a filha tinha 14 anos quando foi abusada sexualmente por um grupo de adolescentes que ainda a agrediram física e verbalmente.

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  • — Um dos casos já teve registro de ocorrência, no qual a adolescente relatou ter sido vítima de abuso por três homens. Dois deles eram do grupo identificado no caso de Copacabana. O terceiro suspeito ainda não se sabe se integra esse mesmo grupo. Agora, outra vítima procurou a delegacia para registrar o caso. Evidentemente, a investigação ainda está em estágio inicial, e é preciso cautela. Vamos trabalhar de forma técnica para apurar a conduta de cada um. Portanto, é necessário reunir provas para subsidiar a investigação — pontuou o delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP.

    Emboscada

    Emboscada

    A segunda vítima que procurou a polícia relatou ter sofrido o abuso em agosto de 2023. Na época, ela tinha 14 anos. Em depoimento à polícia, a mãe da jovem contou que o crime foi cometido por três homens, sendo dois deles já identificados no caso de Copacabana: o menor de idade que não teve sua identidade revelada e Mattheus Martins, de 19 anos. De acordo com o relato, a menina foi atraída para uma emboscada, assim como a outra vítima. Ela foi convidada para ir até a casa do menor e, ao chegar lá, tinha três pessoas na casa.

    — A vítima relata o mesmo modus operandi. Ela já tinha ficado com o menor, confiava nele e ele a atraiu para o imóvel, que era do Mattheus — detalha o delegado.

    Em depoimento, ela contou que foi para o quarto com o menor e os outros dois homens ficaram na sala. Enquanto ela estava beijando o adolescente, os outros homens batiam na porta. De acordo com o documento da polícia, o menor perguntou à vítima se os amigos podiam entrar e alegou que um deles pagaria o carro de aplicativo para ela voltar para casa depois, com o objetivo de coagi-la a abrir a porta. Depois disso, o menor teria tirado a roupa da vítima "contra sua vontade" e iniciado o abuso.

    O relato da jovem afirma que os demais homens abaixaram a calça e que Matheus teria dado um tapa no rosto da vítima e ordenado que ela fizesse sexo oral. Ela ainda afirmou que integrantes do grupo bateram em seu rosto e deram socos em suas costelas enquanto cometiam o estupro. Ela contou que o episódio durou cerca de 1h30.

    No depoimento, ela contou que chorou bastante durante todo o ocorrido e que os três "riam do que faziam".

    A terceira jovem que procurou a polícia foi ouvida pelos agentes nesta terça-feira. Ela acusou Vitor Hugo Oliveira Simonin de ter abusado sexualmente dela numa festa de alunos do Colégio Pedro II, num salão de festas no Humaitá, em outubro de 2025. O caso é investigado pela Polícia Civil.

    Dois estão foragidos

    Dois estão foragidos

    Dois dos acusados se entregaram na manhã desta terça-feira: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou na delegacia com um advogado e teve o mandado de prisão cumprido. Já no início da tarde, João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, se entregou na 10ª DP (Botafogo). Além deles, outros dois homens são apontados como envolvidos no episódio e foram indiciados por estupro coletivo qualificado — porque a vítima é menor de idade — e cárcere privado. Os demais são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que podem ter penas de até 18 anos de prisão. A quinta pessoa apontada pela polícia como envolvida na violência sexual é um adolescente de 17 anos, que já havia tido um relacionamento com a vítima.

    O menor, de acordo com as investigações da 12ª DP (Copacabana), teria atraído a jovem para o apartamento onde o estupro aconteceu e teve seu caso encaminhado para apuração na Vara da Infância e Juventude.

    Os dois se encontraram na portaria do prédio e, no elevador, ela ouviu dele uma insinuação de que fariam “algo diferente”. Ela deixou claro que não gostava da ideia e não a aprovaria. Ainda de acordo com o relatório, já estavam no imóvel Vitor Hugo — da família dos proprietários do endereço, usado eventualmente para aluguel — e Mattheus Veríssimo Zoel Martins. A presença de João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Allegretti também foi confirmada.

    Após cumprimentar os presentes, os dois adolescentes foram para um quarto. Quando começaram a se beijar, Mattheus entrou no cômodo, sob o pretexto de buscar seu celular, e saiu. Eles estavam dando início a uma relação sexual quando, segundo depoimento da vítima, o espaço foi mais uma vez invadido, desta vez por três dos adultos. Eles ficaram assistindo e fazendo comentários debochados, até que Mattheus tocou seu seio. A jovem protestou, e os três chegaram a sair do quarto. Logo em seguida, no entanto, os quatro maiores de idade voltaram. A situação, a partir daí, evoluiu para uma sessão de estupro coletivo, segundo o depoimento da vítima à polícia.