Brasil não forneceu urânio ao Irã; mensagem falsa voltou a circular | G1
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Brasil não forneceu urânio ao Irã; mensagem falsa voltou a circular | G1

É #FAKE que o Brasil forneceu urânio ao Irã; mensagem falsa volta a circular — Foto: Reprodução

Circulam nas redes sociais posts sugerindo que o Brasil vendeu urânio ao Irã. É #FAKE.

— Foto: g1

🛑 O que dizem as mensagens falsas?

🛑 O que dizem as mensagens falsas?

  • Os posts foram publicados nesta segunda-feira (2) no X. Veja dois exemplos de legendas: "Talvez tenha a ver com o Urânio, que dizem que o Brasil vendeu ao Irã..."; e "Quem vendeu Urânio para o Irã e ajudou esse país a se armar e causou todas essas guerras?😱 Urânio enriquecido foi vendido de um país ocidental - os comentários abertos".
  • Os conteúdos viralizaram em meio ao mais recente ataque direto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciado no sábado (28). O presidente Donald Trump declarou que o principal objetivo seria destruir o programa nuclear iraniano. Americanos e israelenses alegam que o rival usa o enriquecimento de urânio com a intenção de fabricar armas nucleares, o que o regime nega.

  • Os posts foram publicados nesta segunda-feira (2) no X. Veja dois exemplos de legendas: "Talvez tenha a ver com o Urânio, que dizem que o Brasil vendeu ao Irã..."; e "Quem vendeu Urânio para o Irã e ajudou esse país a se armar e causou todas essas guerras?😱 Urânio enriquecido foi vendido de um país ocidental - os comentários abertos".
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  • Em junho de 2025, logo após um enfrentamento militar anterior entre Israel e Irã, o Fato ou Fake desmentiu mensagens semelhantes:

    • É #FAKE que o Brasil forneceu urânio ao Irã
    • É #FAKE que Netanyahu acusou 'país do Ocidente' de fornecer material nuclear ao Irã

  • É #FAKE que o Brasil forneceu urânio ao Irã
  • É #FAKE que Netanyahu acusou 'país do Ocidente' de fornecer material nuclear ao Irã
  • ⚠️ Por que as mensagens são falsas?

    ⚠️ Por que as mensagens são falsas?

    Nesta segunda, o Fato ou Fake voltou a consultar tanto o Ministério das Minas e Energia (MME) quanto a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), que no ano passado desmentiram aquelas alegações.

    Por e-mail, um porta-voz da ABACC afirmou: "Confirmo a declaração que fiz no ano passado sobre a mesma questão. Não consta no nosso banco de registros de contabilidade nuclear qualquer transferência de material nuclear do Brasil para o Irã". E o MME reiterou: "Informamos que a nota publicada em junho de 2025 continua válida".

    Naquele comunicado, a pasta informou que "não houve qualquer venda de urânio para o Irã e que nenhuma de suas empresas vinculadas têm relações com o país, no campo da exportação de urânio, seus concentrados ou derivados". "Toda a produção nacional é utilizada para atender às necessidades das usinas Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro, operadas pela Eletronuclear."

    A nota citava que a "comercialização de urânio [...] é competência exclusiva do Estado, sendo que a exportação depende de prévia autorização". E disse que "o Brasil é signatário de múltiplos tratados e acordos que regem suas atividades nucleares e impedem o fornecimento de material para fins não pacíficos" e que "conforme a Constituição Federal Brasileira, é de competência exclusiva da União o monopólio sobre a pesquisa, lavra, enriquecimento, reprocessamento, industrialização e comércio de minérios nucleares".

    Em junho de 2025, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou, em seu site oficial, uma nota com o seguinte título: "Brasil não vende urânio para uso bélico". O texto dizia: "Diferentemente do que tem sido alegado em posts que viralizaram, a INB [Indústrias Nucleares do Brasil] não tem qualquer negócio com o Irã ou jamais teve".

    A INB é uma empresa pública – e a única autorizada a extrair e processar urânio em território nacional. Ou seja, é ilegal qualquer exploração dessa atividade sem a participação da empresa.

    Como a nota citava "urânio para uso bélico", o Fato ou Fake questionou se Brasil já chegou alguma vez a vender esse minério ao Irã com fins pacíficos. O e-mail de resposta afirmou: "Nunca houve qualquer venda de urânio para o Irã. A INB realizou, no passado, a venda de urânio para a Argentina, com finalidade exclusivamente voltada à geração de energia elétrica. A operação foi conduzida dentro dos marcos legais e devidamente autorizada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), em conformidade com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil".

    Novamente procurada nesta segunda, a Secom não havia respondido até a última atualização desta checagem.

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