Pedro e Paquetá comandaram 8 a 0 que poderia dar mais confiança à equipe antes de final contra o Fluminense, mas demissão de Filipe Luís caiu como uma bomba
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GERADO EM: 03/03/2026 - 01:01
Flamengo goleia Madureira, mas torcida mantém insatisfação
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O Flamengo chegou com as feridas abertas deixadas pelos vice-campeonatos na Supercopa do Brasil e, em especial, na Recopa Sul-Americana. A derrota no torneio continental, sofrida para o Lanús, com o Maracanã lotado na última quinta-feira, fez explodir a panela de pressão da Gávea ao Ninho do Urubu. Com o Carioca ganhando novo significado neste contexto, o que o Flamengo precisava era ao menos fazer uma apresentação convincente. E assim o fez.
Mas nada que tenha alterado a decisão da diretoria rubro-negra. Antes mesmo do jogo, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, já havia encaminhado a demissão de Filipe Luís, comunicada ao treinador pelo diretor José Boto, logo que a coletiva se encerrou. O Flamengo está próximo de um acerto com Leonardo Jardim, ex-Cruzeiro, mas ainda não está definido nem quem treinará o time na final de domingo.
O jogo
O jogo
O time escalado por Filipe Luís — seu último —, aliás, teve o retorno de várias peças que grande parte da torcida acreditava que deveriam ter sido titulares contra o Lanús, como Pedro, Everton Cebolinha, Lucas Paquetá, Vitão e Alex Sandro. Todos tiveram atuações seguras contra um adversário que sequer conseguiu ameaçar o gol de Andrew.
Vivendo altos e baixos em 2026, o centroavante teve sua melhor noite na temporada ao anotar um hat-trick no segundo tempo. Com apenas dois minutos, Vitão lançou Emerson Royal, que tocou para Pedro completar. Logo na saída de bola, Evertton Araújo recuperou e rolou para o camisa 9 fuzilar da meia-lua. Por fim, aproveitou uma sobra na grande área após tentar tocar para Luiz Araújo e fez seu quarto gol na noite.
O placar agregado de 11 a 0, fechado quando Pedro roubou uma bola e tocou para Samuel Lino bater no cantinho, não impediu a torcida de gritar “time sem vergonha” e pedir “disposição” após o apito final, assim como havia acontecido antes de a bola rolar. Filipe Luís e o diretor José Boto também foram alvos de protestos.
— No nosso elenco, só tem jogadores diferentes, que, provavelmente, já passaram por essa situação. É difícil controlar como uma torcida vai torcer nos jogos. O que resta para nós é fazer o nosso trabalho dentro do campo. O que a gente está fazendo? Estamos acreditando dentro daquilo que a gente está trabalhando, e isso é o mais importante — analisou Alex Sandro.
Em 12 partidas com o time principal, esta foi apenas a terceira em que o Flamengo não teve a meta vazada — aconteceu contra o Vasco e nos dois jogos contra o Madureira, todos pelo Carioca.
Passada a classificação, que teve traços protocolares apesar da chuva de gols em campo, o Flamengo se confirmou em sua oitava final seguida de Estadual, tentando chegar ao sexto título e ao segundo tricampeonato neste período. Na final, porém, terá um Fluminense em boa fase. Esta será a sexta vez em sete anos que Fla-Flu decidirá o Carioca, com três títulos para o rubro-negro e dois para o tricolor. Os rivais farão jogo único pela taça. E o resultado pode gerar alívio ou uma crise maior no Ninho.