Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos antes de ter domiciliar negada
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Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos antes de ter domiciliar negada

atualizado

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Prestes a completar dois meses na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 144 atendimentos médicos desde que ingressou na unidade para cumprir pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe.

A informação consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou novo pedido da defesa para concessão de prisão domiciliar humanitária.

O ex-presidente também poderá realizar, três vezes por semana (às segundas, quartas e sextas-feiras), tratamento de estimulação elétrica craniana (CES). O procedimento tem como objetivo melhorar a qualidade do sono, além de auxiliar no controle da ansiedade, da depressão e de crises de soluço. As sessões serão conduzidas pelo psicólogo Ricardo Caiado.

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  • Moraes negou o segundo pedido de Bolsonaro para deixar a Papudinha, em decisão proferida na tarde de segunda-feira (2/3). Para o ministro, o local de custódia possui plenas condições de receber o ex-presidente.

    O ministro ainda citou que a perícia da Polícia Federal (PF) aponta que as comorbidades de Bolsonaro não ensejam a transferência dele para outro regime prisional – prisão domiciliar.

    Prisão

    Bolsonaro está preso e cumpre pena de 27 anos e 3 meses no âmbito do processo sobre a tentativa de golpe, após o esgotamento dos recursos. O ex-presidente já estava submetido a medidas cautelares desde julho do ano passado no âmbito do inquérito que apura tentativa de interferência em processos relacionados à tentativa de golpe – caso em que um de seus filhos, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, virou réu por coação.

    Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal (PF), Bolsonaro deixou uma sala da corporação em 15 de janeiro, quando Moraes determinou sua transferência para a Papudinha, onde permanece.

    Ele está em uma sala de Estado-Maior. A unidade é administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

    Jair Bolsonaro

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