O Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias acontece pela segunda vez -- e a proposta é que ele passe a integrar o calendário anual, sempre em março. A ideia é simples, mas potente: aproximar a nutrição de outras áreas da medicina-veterinária. No ano passado, a conversa foi com a endocrinologia. Este ano, é a vez da oncologia. Porque a nutrição não é um capítulo isolado. Ela precisa caminhar de mãos dadas com todas as áreas da veterinária.
E, convenhamos, já passou da hora de tratarmos isso com a seriedade que merece.
A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.
Leia também:
- Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
- Cachorros idosos também sofrem com perda de memória
- Quem gasta mais: cães ou gatos?
- Obrigar o cachorro a fazer algo pode dificultar o aprendizado
- Perfume: o vilão para cães e gatos
Temas abordados no Congresso de Nutrição
A programação de dois dias conta com profissionais como Rodrigo Bacca, discutindo predisposição à oncogênese em cães e gatos, além da palestrante internacional Iveta Becvarová, abordando caquexia -- especialmente em felinos --, além de temas como dietas hipercalóricas como estratégia terapêutica, o impacto da obesidade na oncologia e como o carboidrato pode influenciar a dieta do paciente oncológico.
Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.
O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.
Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.
Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
Serviço:
II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias
21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270
Para se inscrever no Congresso, basta acessar class="ads-container" style="width:100%;overflow:hidden;height:auto">
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O Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias acontece pela segunda vez -- e a proposta é que ele passe a integrar o calendário anual, sempre em março. A ideia é simples, mas potente: aproximar a nutrição de outras áreas da medicina-veterinária. No ano passado, a conversa foi com a endocrinologia. Este ano, é a vez da oncologia. Porque a nutrição não é um capítulo isolado. Ela precisa caminhar de mãos dadas com todas as áreas da veterinária.
E, convenhamos, já passou da hora de tratarmos isso com a seriedade que merece.
A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.
Leia também:
- Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
- Cachorros idosos também sofrem com perda de memória
- Quem gasta mais: cães ou gatos?
- Obrigar o cachorro a fazer algo pode dificultar o aprendizado
- Perfume: o vilão para cães e gatos
Temas abordados no Congresso de Nutrição
A programação de dois dias conta com profissionais como Rodrigo Bacca, discutindo predisposição à oncogênese em cães e gatos, além da palestrante internacional Iveta Becvarová, abordando caquexia -- especialmente em felinos --, além de temas como dietas hipercalóricas como estratégia terapêutica, o impacto da obesidade na oncologia e como o carboidrato pode influenciar a dieta do paciente oncológico.
Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.
O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.
Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.
Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
Serviço:
II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias
21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270
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A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.
A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.
Leia também:
- Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
- Cachorros idosos também sofrem com perda de memória
- Quem gasta mais: cães ou gatos?
- Obrigar o cachorro a fazer algo pode dificultar o aprendizado
- Perfume: o vilão para cães e gatos
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Temas abordados no Congresso de Nutrição
A programação de dois dias conta com profissionais como Rodrigo Bacca, discutindo predisposição à oncogênese em cães e gatos, além da palestrante internacional Iveta Becvarová, abordando caquexia -- especialmente em felinos --, além de temas como dietas hipercalóricas como estratégia terapêutica, o impacto da obesidade na oncologia e como o carboidrato pode influenciar a dieta do paciente oncológico.
Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.
O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.
Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.
Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
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21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
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Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.
O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.
Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.
Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
Serviço:
II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias
21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270
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O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.
Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.
Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
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21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
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Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.
Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
Serviço:
II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias
21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
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"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
Serviço:
II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias
21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h
FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270
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Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.
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"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.
A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.
Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.
Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.
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E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.
Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.
Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.
Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.
Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.
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