Nutrição e oncologia: por que essa conversa precisa acontecer agora?
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Nutrição e oncologia: por que essa conversa precisa acontecer agora?

O Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias acontece pela segunda vez -- e a proposta é que ele passe a integrar o calendário anual, sempre em março. A ideia é simples, mas potente: aproximar a nutrição de outras áreas da medicina-veterinária. No ano passado, a conversa foi com a endocrinologia. Este ano, é a vez da oncologia. Porque a nutrição não é um capítulo isolado. Ela precisa caminhar de mãos dadas com todas as áreas da veterinária.

E, convenhamos, já passou da hora de tratarmos isso com a seriedade que merece.

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A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.

Leia também:

  • Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
  • Cachorros idosos também sofrem com perda de memória
  • Quem gasta mais: cães ou gatos?
  • Obrigar o cachorro a fazer algo pode dificultar o aprendizado
  • Perfume: o vilão para cães e gatos

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Temas abordados no Congresso de Nutrição

A programação de dois dias conta com profissionais como Rodrigo Bacca, discutindo predisposição à oncogênese em cães e gatos, além da palestrante internacional Iveta Becvarová, abordando caquexia -- especialmente em felinos --, além de temas como dietas hipercalóricas como estratégia terapêutica, o impacto da obesidade na oncologia e como o carboidrato pode influenciar a dieta do paciente oncológico.

Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.

O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.

Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.

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Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.

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"Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.

E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.

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Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer

Em altaEmais

E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.

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Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.

Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.

Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.

Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.

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Serviço:

II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias

21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h

FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270

Para se inscrever no Congresso, basta acessar class="ads-container" style="width:100%;overflow:hidden;height:auto">

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O Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias acontece pela segunda vez -- e a proposta é que ele passe a integrar o calendário anual, sempre em março. A ideia é simples, mas potente: aproximar a nutrição de outras áreas da medicina-veterinária. No ano passado, a conversa foi com a endocrinologia. Este ano, é a vez da oncologia. Porque a nutrição não é um capítulo isolado. Ela precisa caminhar de mãos dadas com todas as áreas da veterinária.

E, convenhamos, já passou da hora de tratarmos isso com a seriedade que merece.

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A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.

Leia também:

  • Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
  • Cachorros idosos também sofrem com perda de memória
  • Quem gasta mais: cães ou gatos?
  • Obrigar o cachorro a fazer algo pode dificultar o aprendizado
  • Perfume: o vilão para cães e gatos

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Temas abordados no Congresso de Nutrição

A programação de dois dias conta com profissionais como Rodrigo Bacca, discutindo predisposição à oncogênese em cães e gatos, além da palestrante internacional Iveta Becvarová, abordando caquexia -- especialmente em felinos --, além de temas como dietas hipercalóricas como estratégia terapêutica, o impacto da obesidade na oncologia e como o carboidrato pode influenciar a dieta do paciente oncológico.

Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.

O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.

Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.

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E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.

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Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer

Em altaEmais

E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.

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Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.

Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.

Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.

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21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h

FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270

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A proposta do evento é justamente essa: construir pontes. Levar ciência para além dos muros da universidade. Criar uma visão mais extensionista, aplicável ao paciente real, ao tutor real, ao consultório real, como é o lema do Professor Thiago Vendramini, coordenador do evento.

Leia também:

  • Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
  • Cachorros idosos também sofrem com perda de memória
  • Quem gasta mais: cães ou gatos?
  • Obrigar o cachorro a fazer algo pode dificultar o aprendizado
  • Perfume: o vilão para cães e gatos

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  • Brigar, bater e colocar de castigo só piora o comportamento
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    Temas abordados no Congresso de Nutrição

    Temas abordados no Congresso de Nutrição

    A programação de dois dias conta com profissionais como Rodrigo Bacca, discutindo predisposição à oncogênese em cães e gatos, além da palestrante internacional Iveta Becvarová, abordando caquexia -- especialmente em felinos --, além de temas como dietas hipercalóricas como estratégia terapêutica, o impacto da obesidade na oncologia e como o carboidrato pode influenciar a dieta do paciente oncológico.

    Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.

    O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.

    Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.

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    E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

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    E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

    Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.

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    Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

    É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.

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    21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h

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    Também haverá uma mesa-redonda sobre "Mitos e Verdades sobre Nutrição", com a palestrante internacional Iveta Becvarová, Henrique Tabaro Macedo (Hills) e Juliana Cirillo, com espaço para perguntas da plateia. Porque ciência também se constrói no diálogo.

    O evento será 100% presencial, nos dias 21 e 22 de março, no campus da FMVZ-USP, em São Paulo, com 250 vagas. Haverá kits de boas-vindas, sorteios e uma ação solidária: os participantes poderão levar alimentos para doação, e os maiores doadores receberão brindes e prêmios.

    Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.

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    E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

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    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

    Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.

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    Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

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    Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.

    Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.

    Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

    É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.

    Converse com seu veterinário sobre a dieta do seu pet, independentemente da idade ou estado de saúde. Prevenção também é medicina. Afinal, os animais são nossa responsabilidade.

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    Serviço:

    II Congresso Brasileiro de Nutrição e Especialidades Veterinárias

    21 e 22 de março de 2026 das 8h às 18:10h

    FMVZ-USP - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - Butantã - São Paulo - SP - CEP 05508-270

    Para se inscrever no Congresso, basta acessar class="ads-container" style="width:100%;overflow:hidden;height:auto">

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    Mas o que talvez mais me mova nessa iniciativa é um ponto que precisamos discutir com honestidade: cada vez mais vemos veterinários saindo da graduação e indo direto para especializações. Muitos conquistam títulos importantes. Mas, ao mesmo tempo, percebemos lacunas na base -- inclusive em algo que deveria ser central: a nutrição.

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    Do primeiro ao último dia de vida, a única garantia que um animal tem é que ele vai se alimentar. E ainda assim, o manejo nutricional muitas vezes é tratado como coadjuvante.

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    "Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.

    E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

    A oncologia e a nutrição são uma via de mão dupla. Uma não funciona plenamente sem a outra.

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    Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer

    Em altaEmais

    E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

    Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.

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    Por isso, precisamos parar de buscar culpados simplistas e começar a buscar integração.

    Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.

    Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

    É pelos nossos amores, nossos pets, nossos tutelados que essa conversa precisa acontecer.

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    "Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.

    E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

    "Já vi paciente oncológico comendo 'recovery' como se fosse solução definitiva para o resto da vida. Já vi alimento renal sendo indicado para qualquer alteração urinária, sem individualização. Protocolos prontos aplicados a todos", conta Nicolle Gonçalves, médica-veterinária, aluna de mestrado em clínica médica da FMVZ-USP.

    E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

    E nutrição não é receita de bolo. O tratamento deve ser individualizado.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

    Segundo Nicolle, um paciente oncológico pode precisar de dieta hipercalórica; outro, de ajuste específico de macronutrientes. "Alguns precisarão de sonda -- nasal ou esofágica. Outros podem se beneficiar de alimentação caseira bem formulada. Mas tudo isso exige senso crítico. Exige saber quando manejar sozinho e quando chamar o nutrólogo para caminhar junto", enfatiza.

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    Quebrando alguns mitos da nutrição e câncer

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    E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

    Já está cientificamente demonstrado que a alimentação completa e balanceada aumenta a longevidade. Se os pets estão vivendo mais, a nutrição tem, sim, sua parcela de contribuição nisso. E o câncer, muitas vezes, é um efeito colateral da longevidade. Viver mais também significa envelhecer -- e envelhecer traz desafios.

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    E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

    E não -- câncer não é "culpa da ração". BHA e BHT não são vilões simplificados como muitas vezes aparecem nas redes sociais. Até o momento, não há evidências científicas robustas que sustentem essa associação da forma como costuma ser divulgada. A conversa é mais complexa. Muito mais. E temas como esse serão abordados no congresso, com o rigor da ciência, como deve ser.

    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

    E não podemos simplificar dizendo que o câncer está aumentando "por culpa da ração". Alimento extrusado para cães e gatos não é análogo a alimentos industrializados para humanos. Precisamos olhar pela perspectiva do diagnóstico.

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    Estamos diagnosticando mais câncer porque temos mais acesso a métodos diagnósticos. Além disso, estamos observando os pets mais de perto. Eles não moram mais no quintal -- moram na minha e na sua cama. Assim, o que antes levava dias para perceber que o cão não estava bem, agora percebemos com mais detalhes e já podemos correr para o atendimento especializado. Os pets estão vivendo mais próximos das famílias, e isso também aumenta a celeridade do diagnóstico, a possibilidade de tratamento e a longevidade.

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    Se queremos oferecer medicina veterinária de verdade -- individualizada, crítica e baseada em evidência -- precisamos construir pontes entre especialidades. Precisamos que o oncologista saiba o básico de nutrição. E que saiba, principalmente, quando direcionar. Ninguém é capaz de estudar tudo da veterinária. Um trabalho multidisciplinar é mais completo -- e mais bonito.

    Porque, no fim das contas, não estamos falando de áreas isoladas. Estamos falando de pacientes, de filhos -- não é mesmo? E pacientes não são protocolos.

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