Filho de Raquel do Carmo, de 38 anos, Isaac Nascimento da Silva, de 12 anos, é uma força a ser reconhecida no badminton, esporte de raquete rápido e dinâmico, jogado com uma peteca, que exige agilidade, reflexos e precisão, e mesmo com as dificuldades relacionadas à sua estatura, o garoto domina com maestria a atividade. O atleta mirim tem acondroplasia, uma doença genética rara e o tipo mais comum de nanismo.
Raquel conta que a gestação de Isaac era considerada normal, e a suspeita de uma condição genética surgiu ainda no pré-natal. O diagnóstico só foi confirmado anos depois, após uma longa jornada por consultórios médicos e a ausência de orientações claras. “Eu não tinha informação nenhuma. Quando ouvi falar pela primeira vez em acondroplasia, foi como se o chão tivesse se aberto”, lembra a mãe.
Durante a infância, a família enfrentou abordagens médicas pouco cuidadosas e comentários frequentes sobre a estatura do menino. “Um dos primeiros médicos em que levamos o Isaac só falou das limitações relacionadas à acondroplasia. Eu saí sem nenhuma esperança”, afirma Raquel. A falta de orientação contribuiu para um período de medo e superproteção. “Eu tinha receio até de sair com ele na rua.”
A mudança começou com o contato com outras famílias e com associações de pacientes voltadas à acondroplasia. “Quando encontrei pessoas que viviam a mesma realidade, tudo mudou. A informação trouxe acolhimento e clareza”, diz Raquel. A partir desse processo, Isaac passou a ter acompanhamento especializado, com impactos positivos na saúde e no dia a dia.
Foi nesse contexto que o esporte entrou na vida do menino. No badminton, Isaac encontrou um espaço de pertencimento e desenvolvimento. Hoje, treina regularmente e participa de competições em diferentes estados, somando medalhas em campeonatos escolares e nacionais. “No esporte, as pessoas me veem como atleta”, afirma Isaac.
Para a mãe, a prática esportiva alterou a forma como o filho é percebido. “Hoje, olham primeiro para o que ele faz, não para a deficiência”, diz.
Atualmente, Isaac se trata com o único medicamento aprovado no Brasil para acondroplasia, e isso proporcionou uma mudança significativa na rotina e na qualidade de vida do atleta. De acordo com a mãe, os primeiros impactos percebidos foram na respiração, especialmente durante o sono, reduzindo episódios frequentes de dificuldade respiratória.
Com o acompanhamento contínuo, também foram observadas mudanças na postura, na fisionomia e na mobilidade, além de ganhos importantes de autonomia nas atividades do dia a dia. Esses avanços refletiram diretamente no bem-estar do menino e no seu desempenho esportivo, contribuindo para mais segurança, autonomia e participação social.
O conhecimento torna o mundo mais acessível. Combater o preconceito e trabalhar pela inclusão da pessoa com nanismo são atitudes fundamentais para tornar a sociedade mais inclusiva. Para saber mais sobre a acondroplasia, acesse o site
Este material não tem qualquer caráter promocional e busca, unicamente, apresentar informações científicas relativas a doenças e/ou saúde. Material financiado pela BioMarin. COM-SC-1018/Janeiro 2026
Referências