Mônica Bergamo: impacto da guerra na economia ainda é incerto
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Mônica Bergamo: impacto da guerra na economia ainda é incerto

O governo brasileiro ainda estuda como a guerra no Oriente Médio pode impactar a economia nacional. Em conversa com fontes no Planalto, a colunista Mônica Bergamo apurou que são dois cenários: o conflito pode pressionar a inflação ou beneficiar as exportações.

Em um primeiro momento, o Brasil pode se beneficiar por ser um dos grandes exportadores do petróleo bruto. Projeções do governo apontam para uma alta de 8 milhões de reais a mais na receita, o que poderia ajudar a reduzir o déficit e a inflação.

No entanto, o aumento do preço do barril do petróleo no mercado global prejudica diretamente a economia brasileira, que conta com a importação do petróleo refinado. No mercado de ações, ele começou a segunda-feira (02) em alta de 13%, cotado a 78 dólares. A expectativa é que chegue aos 100 dólares até o fim da semana. Os preços da gasolina e do diesel são calculados com base no valor em dólar e pressionam diretamente a inflação. A alta afeta diretamente, por exemplo, o setor de fretes, transportadores, transportes e toda a cadeia produtiva

Ainda segundo a colunista, interlocutores do governo têm como base uma projeção da XP, que aponta que, se o preço do barril do petróleo ficar na média de 62 dólares ao longo do ano, a inflação deve ser de 3,8% em 2026. No entanto, se o preço ficar entre 70 a 80 dólares, a inflação vai a 4,2%.

Mônica Bergamo destaca que, até o momento, são apenas projeções e que o cenário depende diretamente do tempo que o ataque durar.