Mandioca: preços registram maior alta semanal desde setembro de 2025
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Mandioca: preços registram maior alta semanal desde setembro de 2025

As cotações da mandioca registraram a maior alta semanal em cinco meses no final de fevereiro de 2026, impulsionadas pelo (Cepea) devido à oferta restrita e demanda aquecida das indústrias.

A baixa produtividade no campo e o menor rendimento de amido influenciaram produtores a adiar a colheita, reduzindo a oferta e sustentando preços elevados diante da expectativa de melhores condições de mercado.

A reposição de estoques elevou a movimentação e os preços da fécula, enquanto a produção abaixo do esperado e a retenção nas lavouras pressionam toda a cadeia produtiva, mantendo a valorização da mandioca e seus derivados.

Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.

As cotações da mandioca registraram a maior alta semanal dos últimos cinco meses no final de fevereiro de 2026. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o impulso nos preços ocorreu devido ao descompasso entre a oferta restrita do produto e a demanda aquecida por parte das indústrias.

A baixa produtividade no campo e o menor rendimento de amido — substância extraída da raiz utilizada em diversos produtos — seguem influenciando a decisão de colheita dos produtores rurais. Diante do atual cenário de rentabilidade, muitos agricultores têm optado por adiar as entregas, aguardando melhores condições de mercado.

Reposição de estoques eleva preço da fécula

No mercado de fécula, houve uma movimentação mais intensa na última semana de fevereiro. Esse aumento na atividade foi motivado pela necessidade de reposição de estoques em diferentes segmentos compradores, que buscam garantir o suprimento do derivado da mandioca.

A produção de fécula também permaneceu abaixo das expectativas iniciais. Esse fator reforçou a tendência de elevação nos preços desse derivado, uma vez que a oferta não foi suficiente para atender plenamente a procura industrial no período.

De acordo com o levantamento do Cepea, o cenário reflete as dificuldades enfrentadas "da porteira para dentro", com a produtividade afetada. O impacto chega às indústrias que dependem da matéria-prima para a fabricação de produtos finais, pressionando as cotações em toda a cadeia produtiva do setor mandioqueiro.

Cenário para o produtor e a indústria

O adiamento da colheita por parte dos produtores é uma estratégia para tentar recompor a rentabilidade em um momento de rendimento de amido abaixo do ideal. Essa retenção do produto no campo contribui para manter a oferta baixa nas unidades de processamento, sustentando o patamar elevado de preços verificado na última semana.

Especialistas do setor indicam que a continuidade desse movimento de alta dependerá da normalização da oferta e do ritmo de moagem das indústrias nas próximas semanas. Até o momento, a tendência de valorização permanece firme tanto para a raiz "in natura" quanto para os seus principais derivados industriais.