Morador de Dubai, o empresário brasileiro Rodrigo Paiva relatou clima de apreensão após a interceptação de mísseis e drones na região, em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos. Segundo ele, apesar do susto, as autoridades locais mantêm um plano de segurança ativo e afirmam que o país permanece seguro.
Rodrigo afirmou que mais de 160 mísseis e centenas de drones foram interceptados na região, muitos direcionados a bases militares. Fragmentos teriam caído em áreas urbanas e turísticas, o que aumentou a sensação de insegurança entre moradores e visitantes.
O governo local, segundo ele, adotou medidas emergenciais como trabalho remoto, aulas online e suspensão temporária das bolsas de valores. Turistas impedidos de deixar o país estariam recebendo apoio oficial, com custos de hospedagem e deslocamento cobertos.
O empresário também destacou impactos econômicos imediatos, especialmente no transporte marítimo e no preço do petróleo, já que a tensão afeta rotas estratégicas como o Estreito de Hormuz. Dubai funciona como um dos principais centros logísticos do mundo, abastecendo mercados da África, Ásia e Oriente Médio.
Apesar do cenário tenso, ele afirmou que o comércio segue operando e que as autoridades reforçam mensagens para evitar pânico, garantindo estoques de alimentos e abastecimento normal.
Para Rodrigo, os Emirados tentam manter posição diplomática, buscando evitar envolvimento direto na guerra e preservar o papel do país como centro global de negócios.