Em pronunciamento oficial direto do Pentágono nesta segunda-feira (2), o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que o mundo está "melhor" após os ataques coordenados contra o Irã e afirmou que os adversários de Washington estão em um estado de "desespero".
Hegseth justificou a ação militar alegando que Teerã utilizou táticas terroristas por décadas e ignorou todas as oportunidades diplomáticas oferecidas pela administração Trump. Segundo o secretário, a missão atual possui objetivos militares cirúrgicos: a destruição da marinha iraniana, a neutralização de mísseis balísticos e a garantia definitiva de que o regime jamais obtenha armas nucleares.
"O regime teve todas as oportunidades para fechar um acordo, mas Teerã não estava negociando. Eles estavam roubando", declarou, mencionando os esforços diplomáticos anteriores da administração Trump que teriam sido ignorados.
Ofensiva não tem data para acabar
A fala do secretário ocorre em um momento de extrema tensão, no qual o presidente Donald Trump reiterou que a ofensiva militar não tem data para acabar. Trump afirmou que os combates seguirão ativos até que todos os objetivos estratégicos dos Estados Unidos sejam plenamente alcançados, alertando que a campanha pode durar de "alguns dias" até "meses", dependendo da resistência encontrada em solo.
Essa postura de "tolerância zero" gerou um imediato "efeito dominó" global. Após o ataque que vitimou o líder supremo Ali Khamenei, o Oriente Médio mergulhou em uma espiral de violência. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que respondeu com bombardeios no Líbano, deixando dezenas de mortos.
Além disso, bases americanas e infraestruturas civis em países do Golfo, como Kuwait e Arábia Saudita, tornaram-se alvos de retaliação, elevando o número total de mortos no conflito para mais de 500 pessoas.