O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,2 ponto em fevereiro, interrompendo cinco meses de alta, e atingiu 92,4 pontos com ajuste sazonal, enquanto a média móvel trimestral avançou 0,4 ponto.
O pesquisador Aloisio Campelo Jr. avaliou que a queda representa ajuste na trajetória de recuperação, influenciada pela manutenção da taxa Selic, que impactou as expectativas de flexibilização da política monetária e o otimismo empresarial.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) e o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) também registraram retração, com destaque para queda nos setores de Comércio, Construção e Serviços, enquanto a Indústria apresentou alta, e 47% dos segmentos pesquisados relataram aumento da confiança.
Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas recuou 0,2 ponto em fevereiro na comparação com janeiro, interrompendo uma sequência de cinco meses consecutivos de alta. Com o resultado, o indicador passou a 92,4 pontos na série com ajuste sazonal. Já na média móvel trimestral, houve avanço de 0,4 ponto.
Em nota oficial, o pesquisador Aloisio Campelo Jr. avaliou que a leve queda pode ser entendida como um ajuste na trajetória de recuperação iniciada em setembro do ano passado. Segundo ele, pelo lado das expectativas, a manutenção da taxa Selic ao fim de janeiro pode ter influenciado o desempenho do índice, uma vez que a perspectiva de flexibilização da política monetária vinha sustentando a melhora gradual do otimismo empresarial nos meses anteriores.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) também registrou retração de 0,2 ponto, alcançando 92,8 pontos. O indicador que mede a demanda no momento presente caiu 0,8 ponto, para 93,5 pontos. Por outro lado, o nível de satisfação com a situação atual dos negócios avançou 0,5 ponto, chegando a 92,2 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) apresentou queda de 0,2 ponto, para 92,1 pontos. Dentro desse componente, o otimismo em relação à demanda nos próximos três meses diminuiu 0,3 ponto, para 92,3 pontos, enquanto as projeções para o desempenho dos negócios em seis meses recuaram 0,1 ponto, também para 92,1 pontos.
Entre os quatro principais setores analisados, três registraram perda de confiança em fevereiro: Comércio (-4,0 pontos), Construção (-2,5 pontos) e Serviços (-0,7 ponto). A Indústria foi a exceção, com alta de 0,6 ponto. No total, 47% dos 49 segmentos pesquisados relataram aumento da confiança no período.
A coleta de dados da edição de fevereiro foi realizada entre os dias 3 e 23 do mês.
*Com informações do Estadão Conteúdo.