No maior caos aéreo desde a pandemia, mais de 7 mil voos são cancelados em 3 dias; ações de aéreas despencam
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No maior caos aéreo desde a pandemia, mais de 7 mil voos são cancelados em 3 dias; ações de aéreas despencam

Emirates, Etihad e FlyDubai retomaram parte das decolagens nesta segunda-feira, mas centenas de milhares de passageiros ainda permanecem no limbo

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    GERADO EM: 02/03/2026 - 11:13

    Conflito no Oriente Médio causa caos aéreo global e queda de ações

    Mais de 7 mil voos foram cancelados em três dias devido ao conflito no Oriente Médio, provocando o maior caos aéreo desde a pandemia. Ações de companhias aéreas, como Lufthansa e British Airways, caíram mais de 10%. Aeroportos no Golfo foram fechados após ataques, afetando hubs como Dubai. Emirates, Etihad e Qatar Airways suspenderam operações, ampliando o impacto global no setor de turismo.

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    As ações de empresas aéreas e de companhias do setor de turismo despencaram nesta segunda-feira, com a intensificação do conflito no Oriente Médio. Ao menos 1.555 voos foram cancelados na região nesta segunda-feira, ampliando os números registrados no fim de semana. Considerando os cancelamentos desde sábado, quando a guerra no Irã começou, estima-se que 7.511 decolagens foram desmobilizadas, o maior caos aéreo desde a pandemia, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

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  • Nesta segunda-feira, perto da hora do almoço (horário do Oriente Médio), Emirates, Etihad e a companhia de baixo custo FlyDubai informaram que operariam voos selecionados a partir dos Emirados Árabes Unidos , informou o site de notícias Euronews.

    Segundo o veículo, o governo de Dubai orientou os passageiros a se dirigirem aos aeroportos apenas se fossem contatados diretamente durante o que classificou como uma “retomada limitada das operações”. Mais de 80% dos voos programados de e para Dubai e mais da metade dos voos de e para Abu Dhabi permaneceram cancelados, informou o site de monitoramento de voos FlightAware.

    Pelo menos 15 voos da Etihad decolaram do aeroporto de Abu Dhabi nesta segunda-feira para ajudar a evacuar passageiros que estavam retidos no local, de acordo com o portal de aviação Flightradar24. Os voos seguiram para diversos destinos, incluindo Islamabad, Paris, Amsterdã, Mumbai, Cairo e Heathrow, em Londres. No entanto, os voos comerciais regulares permaneceram cancelados.

    “Alguns voos de reposicionamento, carga e repatriação podem operar em coordenação com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos e sujeitos a rigorosas aprovações operacionais e de segurança”, informou a Etihad nas redes sociais. A companhia confirmou que os voos comerciais programados de e para Abu Dhabi permanecem suspensos até as 14h (horário local) de quarta-feira, 4 de março.

    A Dubai Airports confirmou a retomada das operações com um pequeno número de voos autorizados a operar a partir do Dubai International e do Dubai World Central – Al Maktoum International.

    O voo UAE500 da Emirates para Mumbai decolou de Dubai às 18h15 (12h15 em Brasília), "a primeira partida da companhia de Dubai desde as 12h19 (6h19 em Brasília) de 28 de fevereiro”, informou o site.

    Em comunicado, a FlyDubai disse que operaria quatro voos partindo da cidade e receberia outros cinco aviões nesta segunda-feira. “Continuamos trabalhando de perto com as autoridades e partes interessadas relevantes para garantir um retorno eficiente e gradual às operações”, afirmou. “A situação permanece dinâmica, e continuamos monitorando de perto e ajustando nossa programação conforme necessário.”

    No sábado, quase 2.800 voos foram cancelados. No dia seguinte, mais 3.156 partidas foram suspensas, de acordo com a plataforma de monitoramento FlightAware. A consultoria de aviação Cirium alertou que os números poderiam ser maiores, pois há dificuldade de acesso a dados do Irã e dos Emirados Árabes Unidos.

    Vários aeroportos da região do Golfo ficaram sob fogo cruzado quando o Irã lançou mísseis em resposta ao ataque inicial de sábado pelas forças aéreas de Israel e dos Estados Unidos. Por isso o espaço aéreo de países do Oriente Médio foi fechado, como o dos Emirados Árabes, que abriga o Aeroporto Internacional de Dubai, maior hub da aviação mundial.

    Mais Sobre Irã

    A Qatar Airways declarou que os voos de e para Doha foram suspensos devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar.

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  • As interrupções se espalharam pela Ásia. A Cathay Pacific cancelou alguns serviços para o Oriente Médio até quinta-feira. Na Índia, as suspensões de decolagens da IndiGo foram estendidas até terça-feira.

    No Brasil, 24 voos cancelados

    No Brasil, 24 voos cancelados

    No Brasil, foram 24 voos cancelados nos três dias, com chegada ou partida do Aeroporto de Guarulhos , em São Paulo. Foram quatro no sábado, oito no domingo e 12 nesta segunda-feira. As empresas responsáveis pelos voos são Qatar Airways e Emirates.

    Com o caos aéreo, as ações das empresas aéreas afundam nos principais mercados, diante da preocupação de que o conflito freie as viagens justamente quando o setor se aproxima do crucial período de verão.

    A Lufthansa chegou a cair até 11%, mas fechou com uma queda de 5,22%, enquanto a controladora da British Airways, International Airlines, recuou até 13%, fechando com perdas de 5,43%. Já á Air France-KLM perdeu 10% nas primeiras horas do pregão, segundo a Bloomberg, fechando a 9,43%.

    No Brasil, os papéis da Gol registraram recuo de 1,74%, enquanto os da Azul perderam 2,8%.

    Também houve queda forte dos papéis de empresas do setor de viagens. As ações da TUI, a maior empresa do segmento na Europa, perdeu 9,9%. A rede hoteleira Accor e a empresa de cruzeiros Carnival Corporation também registraram fortes quedas.

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  • A autoridade de aviação civil dos Emirados Árabes Unidos informou que atendeu mais de 20 mil passageiros afetados pela interrupção. Dezenas de milhares de pessoas ficaram retidas em uma região que funciona como um superconector global, ligando quaisquer dois pontos do planeta com apenas uma escala.

    Embora o Golfo Pérsico já esteja acostumado a interrupções — com os céus de amplas áreas do Oriente Médio enfrentando restrições em diversas ocasiões nos últimos dois anos — uma suspensão total nessa escala não tem precedentes.

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