Cuba detém dez panamenhos por 'propaganda' contra o governo
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Cuba detém dez panamenhos por 'propaganda' contra o governo

Segundo o Ministério do Interior, grupo teria produzido cartazes com conteúdo considerado subversivo em Havana

Por AFP — Havana

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    GERADO EM: 02/03/2026 - 17:43

    Panamenhos são detidos em Cuba por cartazes contra o governo

    Dez panamenhos foram detidos em Cuba sob acusação de "propaganda" contra o governo, após produzirem cartazes subversivos em Havana. A ação ocorre em meio a tensões crescentes entre Cuba e EUA, com interceptação de uma lancha americana com suspeita de intenções terroristas. Os detidos admitiram a autoria e receberiam entre US$1.000 e US$1.500 ao retornar ao Panamá.

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    Dez panamenhos foram detidos no sábado em Cuba e são acusados de serem “autores de atos de propaganda” contra o governo, informou nesta segunda-feira o Ministério do Interior (Minint). A detenção ocorreu três dias depois de guarda-costas cubanos interceptarem, na quarta-feira, uma lancha procedente dos Estados Unidos com dez pessoas armadas a bordo, que tentavam se infiltrar no país “com fins terroristas”, em meio ao aumento das tensões com Washington.

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  • Os panamenhos detidos entraram em Cuba “com o propósito de confeccionar cartazes com conteúdos de caráter subversivo contrários à ordem constitucional”, afirmou o Minint em comunicado divulgado pela televisão cubana.

    O ministério destacou que os envolvidos “reconheceram ser os autores dos fatos” ocorridos em Havana na madrugada de sábado.

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    Segundo as investigações, que ainda estão em andamento, “uma vez cumprido o objetivo, eles deveriam deixar o país e, ao retornar ao Panamá, receberiam uma quantia em dinheiro que, de acordo com suas primeiras declarações, varia entre 1.000 e 1.500 dólares para cada um”, informou o Minint.

    Histórico recente

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    A prisão dos panamenhos ocorre em meio a um ambiente de tensão crescente. Na última quarta-feira, guarda-costeiros da ilha abordaram uma lancha com registro da Flórida que, segundo Havana, transportava dez pessoas armadas com a intenção de realizar uma infiltração “com fins terroristas”.

    Na ocasião, de acordo com o Minint, houve troca de tiros após a embarcação não obedecer à ordem de parada, deixando um agente cubano ferido. Quatro ocupantes foram mortos no confronto e os outros seis ficaram feridos.

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  • As autoridades afirmaram que os tripulantes eram cidadãos cubanos residentes nos Estados Unidos e os acusaram de envolvimento em ações violentas. Já na Flórida, autoridades estaduais anunciaram a abertura de investigações e parlamentares republicanos cobraram explicações de Havana, classificando o episódio como um “massacre”.

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