Líderes europeus discutem crise no Irã e ameaçam sanções; entenda
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Líderes europeus discutem crise no Irã e ameaçam sanções; entenda

A tensão internacional atingiu um novo patamar após a confirmação da morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques coordenados por Estados Unidos e Israel. Em resposta imediata, Alemanha, França e Reino Unido declararam, na noite deste domingo, que estão dispostos a adotar ações defensivas contra o Irã. Embora os três países tenham afirmado que não participaram diretamente das incursões militares, eles condenaram as retaliações iranianas contra alvos em países vizinhos.

Reunião de emergência e críticas à cúpula europeia

Os líderes da União Europeia mantêm um acompanhamento rigoroso dos desdobramentos, adotando um tom de cautela e pedindo contenção a todas as partes envolvidas. O foco central do bloco é a manutenção do direito internacional e a abertura de canais de diálogo imediatos. Para isso, uma reunião de emergência foi convocada para esta segunda-feira.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfrenta críticas internas por ter agendado o encontro apenas para dois dias após o início das ações militares. Em sua defesa, Von der Leyen afirmou estar em conversas constantes com líderes árabes em busca de uma solução baseada na diplomacia.

No Reino Unido, o secretário de Defesa, John Healey, evitou dar apoio explícito aos ataques. Healey declarou que cabe ao governo dos Estados Unidos explicar a base legal para a incursão militar em território iraniano.

Reações internacionais e protestos na Grécia

Enquanto o clima de apreensão domina as ruas da Europa, o presidente russo, Vladimir Putin, manifestou-se de forma contrária às ações do Ocidente. Putin expressou condolências oficiais e classificou a morte de Ali Khamenei como um "crime cínico".

O conflito também gera divisão popular em diversas capitais. Na Grécia, foram registrados atos distintos: grupos saíram às ruas para comemorar o fim do comando dos aiatolás, enquanto outros manifestantes marcharam em direção às embaixadas dos Estados Unidos e de Israel em sinal de protesto contra as mortas dos líderes iranianos.