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Para quem não conhece o método, a alimentação natural para pets pode parecer apenas modismo. Veterinários comentam benefícios e riscos
atualizado
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Atualmente, é possível encontrar diversos métodos diferentes no que diz respeito ao cuidado com os animais de estimação. Um dos pontos primordiais é a alimentação, que pode ser moldada de acordo com o perfil do pet. Pensando nisso, nos últimos tempos, muitos tutores passaram a investir em alimentação natural para os seus amigos de quatro patas.
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Para quem não conhece, pode parecer exagero e até modismo das redes sociais. Em entrevista ao Metrópoles, o veterinário Vinícius Carvalho confronta essa visão. “Ela tem respaldo científico e vem sendo estudada há vários anos. Embora tenha ganhado mais visibilidade recentemente, sua base técnica é consolidada na nutrição animal.”
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Além disso, o especialista comenta que a comida natural pode ser utilizada como substitua ou complementar da ração seca. “Seus efeitos chamam atenção dos responsáveis especialmente pela boa aceitabilidade, em razão do sabor e variedade de ingredientes frescos.”
Há benefícios reais?
A veterinária Isabela Barbosa explica que, se bem formulado e com acompanhamento, o método oferece benefícios importantes para a saúde geral de cães e gatos. De acordo com ela, por ser naturalmente mais hidratado, o alimento contribui principalmente para a ingestão hídrica.
Outra vantagem é acerca da flexibilidade da dieta. “Permite ajustes precisos para atender animais com condições crônicas, o que possibilita um manejo mais individualizado e eficaz, o que nem sempre é contemplado pelas rações comerciais”, detalha.
No caso de pets em processo de emagrecimento, a alimentação natural é uma aliada importante. Segundo a especialista, ela permite maior volume de alimento, o que reduz a quantidade calórica sem colocar o animal em sofrimento. “Facilita a adesão ao plano e melhora o conforto durante o processo.”
Os riscos
Vinícius reforça que o principal risco é oferecer comidas naturais sem acompanhamento de um veterinário especializado em nutrição. “A formulação de dietas caseiras exige conhecimento técnico, cálculos precisos e compreensão das necessidades de cada cão ou gato, algo que não é alcançado com receitas da internet ou adaptações.”
Esse improviso, de acordo com Isabela, leva à falta de vitaminas e minerais essenciais — causando desde problemas ósseos até alterações imunológicas. Em outra circunstâncias, o pet pode sofrer com sobrepeso, distúrbios gastrointestinais, endócrinos e metabólicos.
A especialista ainda acrescenta que a transição da dieta deve ser feita com acompanhamento e consultas periódicas ao veterinário, que fará reavaliações e ajustes necessários. “Na maioria das situações, a alimentação natural é introduzida de forma progressiva, para garantir melhor aceitação e adaptação digestiva”, conclui.
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