FAB driblou regras fiscais para manter programas militares em 2025
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FAB driblou regras fiscais para manter programas militares em 2025

Relatório mostra que recursos só foram liberados no fim de dezembro, após retirada do teto, evitando paralisação de programas da FAB

atualizado

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A Força Aérea Brasileira (FAB) só conseguiu manter em funcionamento seus principais programas militares em 2025 após retirar esses projetos das regras fiscais usuais. Segundo documento obtido pela coluna, a adoção de um regime excepcional permitiu a liberação de recursos no fim do ano e evitou a paralisação de contratos estratégicos da Aeronáutica.

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De acordo com o relatório, o orçamento aprovado para 2025 não foi suficiente para cobrir todas as etapas dos contratos em execução. No documento, a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate registra que, no início daquele ano, as restrições fiscais e a demora na liberação dos recursos comprometeram a execução regular dos projetos.

Diante do cenário, os responsáveis relatam que foi necessário renegociar contratos e ajustar cronogramas para adequar os compromissos à disponibilidade financeira. A comissão aponta que a situação começou a ser revertida apenas após a aprovação da lei que criou um tratamento diferenciado para programas estratégicos de defesa.

Com a nova regra, passaram a ficar fora das limitações fiscais os recursos destinados aos programas KC-390, FX-2, que envolve os caças Gripen, e aos programas de helicópteros HX-BR e TH-X. Ainda assim, segundo o documento, a liberação efetiva ocorreu somente na segunda quinzena de dezembro de 2025, às vésperas do encerramento do exercício fiscal.

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  • O relatório registra que o repasse tardio permitiu quitar etapas pendentes e evitar a interrupção dos projetos. Entre os resultados, a comissão destaca o recebimento da última aeronave prevista no contrato do programa HX-BR.

    No balanço final, a Copac informa que os programas sob sua coordenação envolvem investimentos elevados e prazos longos, o que exige previsibilidade orçamentária. Em 2025, conforme o documento, essa estabilidade só foi alcançada após a alteração das regras fiscais no fim do ano.