São justas as críticas ao técnico rubro-negro? E o craque santista? Merece ir à Copa?. Crédito: Mauro Beting/Estadão
Os líderes do Brasileirão, Palmeiras e São Paulo, definem hoje quem decidirá o Paulistão. Este texto foi escrito antes de a bola rolar no interior para Novorizontino e Corinthians, no sábado. Sem saber se rolou. O que rolou em campo. E, cada vez mais, o que rolou fora. Se teve atleta que foi preconceituoso e só pede desculpa por ser “homem” (SIC). Se quem apitou bem foi condenado pelo gênero.
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Tanto tema que falta espaço e tempo para falar. Ou, pior, gritar. O que mais temos feito na mídia abaixo da média. Sobre(vivemos) na “ditadura da confidência”, definida pelo colega Gian Oddi. Dias excessivamente pilhados pelos histriônicos que “têm coragem para dizer a verdade”. O “doa a quem doer” que detona quem se doa a buscar a melhor versão possível dos fatos, sem a pretensão de ser o dono da “verdade” que é plural. Mas que os singulares como as sinapses não querem nem saber. Até porque não gostam de conhecer.
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O barulho traz audiência, algoritmos e “relevância” para as redes antissociais e para os patrocinadores que mais dão bola aos índices do que à audiência. Para não dizer aos indícios...
A violência em tudo também é bastarda da virulência de quase todos. Imprensa e influencers podem baixar o porrete nas críticas. A permissividade de que tudo pode em um jogo no estádio, a intolerância tolerada pela “paixão, a falta de cultura, educação e respeito, e a cobrança do mundo imediatista, acelerado e celerado levam à terra sem lei e ao campo minado pelas bombas e bombados.
Ubiratan Leal, outro colega e craque, define: “como quase ninguém paga por conteúdo nas redes, quem produz precisa dos maiores números. Para chegar lá, fica mais fácil com polêmica. Porque nenhuma plataforma premia o bom engajamento. Qualquer engajamento vale”.
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As pessoas físicas e jurídicas precisam ser “contundentes”. E tome o uso e abuso de expressões como vergonha, vexame, amasso, papelão, obrigação de ganhar, não pode perder esse jogo, onde já se viu?! Fora!!!
E quem não usa o vocabulário limitado e limitante vira “passador de pano” diante de quem “fala a verdade na lata”. Mesmo remexendo o balde de lixo do que há de pior na comunicação: o grito como argumento.
Se não disser que um time é um lixo, “está fazendo média”. Se não zurrar que esse bagre não pode jogar no Flamengo, “é amiguinho do cara”. Se não bater o pau na mesa, não sabe nada. Ou não tem coragem.
(Capaz que você só chegou até aqui por causa da manchete apelativa, né? Autoexplicativo).