Vídeo: Aeronaves dos EUA sobrevoaram território da Venezuela durante ataque
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Vídeo: Aeronaves dos EUA sobrevoaram território da Venezuela durante ataque

Moradores de Caracas, na Venezuela, registraram diversos bombardeios realizados por forças norte-americanas. Em uma das gravações, é possível ver ao menos sete aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoando o território venezuelano em baixa altitude.

As explosões começaram a ser ouvidas por volta das 3h da madrugada deste sábado (3) e foram posteriormente confirmadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama foram capturados.

Um apagão atingiu Caracas, na Venezuela, na madrugada deste sábado (3), após bombardeios realizados pelos Estados Unidos. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram bairros às escuras e grandes colunas de fumaça provocadas por ataques aéreos das Forças Armadas norte-americanas.

Regiões como Santa Mónica, Los Teques, 23 de Enero e toda a zona sul da capital venezuelana ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

A base aérea de La Carlota, considerada uma das mais importantes para o governo local, foi desativada e bombardeada, assim como o Quartel da Montanha. Outros alvos atingidos, segundo relatos locais, incluem:

  • Aeroporto de El Hatillo
  • Palácio Federal Legislativo
  • Base de caças F-16
  • Aeroporto privado de Caracas
  • Bombardeios

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na manhã deste sábado (3) que forças norte-americanos atacaram a Venezuela. Segundo ele, Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea.

    Trump afirmou ainda que a operação foi realizada em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. Em resposta, o governo da Venezuela acusou formalmente os Estados Unidos de uma “agressão militar” e decretou estado de emergência em todo o país na madrugada deste sábado, pelo horário local.

    A medida foi anunciada após uma série de fortes explosões ser registrada em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos de testemunhas e de agências internacionais indicam explosões e o sobrevoo de aeronaves militares em baixa altitude, o que levou à suspensão de voos civis e ao esvaziamento do espaço aéreo venezuelano.

    Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

    Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

    Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

    Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

    O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

    Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

    Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

    Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

    Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

    Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

    A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

    Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

    No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

    Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.