O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou neste domingo (1º) que lançou quatro mísseis balísticos contra o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln no Golfo Pérsico. O episódio é um dos mais intensos da escalada militar entre Teerã e os Estados Unidos e seus aliados, desde o início das hostilidades no Oriente Médio.
Segundo comunicados divulgados por agências de notícias internacionais e pela imprensa local iraniana, os mísseis teriam atingido o porta-aviões americano. A medida seria uma retaliação aos ataques aéreos conduzidos por Washington e Tel Aviv no sábado (28), que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras autoridades militares de alto escalão.
As declarações oficiais do Irã caracterizaram o ataque como parte de uma operação ofensiva mais ampla e ressaltaram que “a terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas”.
Declarações contraditórias e falta de confirmação independente
Até o momento, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou que navios de sua frota tenham sido atingidos ou sofrido danos como consequência de qualquer ataque iraniano. O órgão classifica os relatos de impactos como “informações falsas”. Washington também afirmou que a frota americana segue “totalmente operacional” e sem baixas atribuíveis aos mísseis balísticos iranianos.
Autoridades americanas e fontes militares também relataram que, embora os Estados Unidos tenham divulgado operações ofensivas no Golfo e no território iraniano, não há uma confirmação independente de que o USS Abraham Lincoln, um dos maiores porta-aviões nucleares da Marinha dos EUA, tenha sido efetivamente atingido ou danificado.