Além dos chicotes e algemas: confira 10 curiosidades sobre BDSM
salud

Além dos chicotes e algemas: confira 10 curiosidades sobre BDSM

Se você tem curiosidade e interesse, aprenda como incorporar à prática no seu cotidiano, transformando-a em estilo de vida

atualizado

Compartilhar notícia

Muito além de estereótipos e cenas de filmes como Cinquenta Tons de Cinza, o BDSM envolve práticas consensuais baseadas em confiança, comunicação e acordos claros entre adultos.A sigla reúne diferentes dinâmicas de poder e sensações — e tem ganhado cada vez mais espaço em debates sobre sexualidade e liberdade individual.

  • Pouca vergonha
    Dia do BDSM: expert conta como viver o fetiche 24 horas por dia
  • Pouca vergonha
    Castfetish: saiba mais sobre o fetiche em gesso e imobilização
  • Pouca vergonha
    Pés de sister do BBB viralizam e fetiche de podolatria volta à tona
  • O artista, produtor cultural e expert no assunto, Heitor Werneck aponta que viver o BDSM vai muito além das imagens de algemas, látex ou chicotes. Para quem mergulha de verdade nesse universo, o sadomasoquismo é uma forma de se relacionar com o outro baseada em confiança, entrega e liberdade com responsabilidade.

    No repertório sexual das pessoas mundo afora, existem os mais variados fetiches

    Kink é o nome dado ao sexo que foge do que é considerado "normal" pela sociedade

    Os fetiches podem variar dos mais leves aos mais extremos

    Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém

    “Vivemos em uma sociedade que quer controlar nossos corpos, nossos desejos e nossas identidades. O BDSM, quando vivido com ética, é uma resposta. É um grito de liberdade,” acrescenta.

    O especialista ainda destaca: “Viver o BDSM 24 horas por dia não é estar em sessão o tempo todo. É viver dentro de um acordo emocional, físico e simbólico, onde as regras do prazer são claras para todos os envolvidos”, explica Heitor.

    Confira 10 curiosidades sobre esse universo:

    1. A sigla tem vários significados

    BDSM combina Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. Nem todas as pessoas que se identificam com o BDSM praticam todos esses aspectos.

    2. Consentimento é a regra principal

    A base de qualquer prática é o consentimento explícito entre as partes. Antes de qualquer interação, são discutidos limites, preferências e o que é inegociável.

    3. Existem palavras de segurança

    As chamadas safe words (palavras de segurança) são combinadas previamente para interromper a atividade caso alguém se sinta desconfortável. Um código bastante usado é o sistema “verde, amarelo e vermelho”.

    O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS

    O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

    A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida

    Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional

    Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do Metrópoles, traz dicas para melhorar sua vida sexual

    O sexo não deve causar dor

    Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde

    Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

    O sexo é considerado uma atividade física

    A prática traz diversos benefícios. Queima calorias, melhora a autoestima, aumenta a qualidade do sono, diminui o estresse, colabora com a saúde cardiovascular etc.

    4. Hierarquia é encenação consensual

    Embora envolva papéis como dominante e submisso, a dinâmica é construída em comum acordo. Fora da cena, as relações podem ser completamente igualitárias.

    5. Confiança é essencial

    A entrega — física ou emocional — exige alto grau de confiança. Por isso, diálogo constante é considerado parte da prática.

    6. Nem tudo envolve dor

    Apesar da associação comum com sofrimento físico, muitas práticas focam em controle, estímulos sensoriais ou jogos psicológicos leves.

    7. Existe o “aftercare”

    Após a prática, é comum haver um momento de cuidado e acolhimento, conhecido como aftercare, para garantir o bem-estar físico e emocional de todos.

    8. Há uma comunidade organizada

    O BDSM possui comunidades estruturadas, eventos e espaços de discussão que priorizam segurança e informação.

    9. Não define orientação sexual

    A prática está relacionada à dinâmica de poder e prazer, não à orientação sexual ou identidade de gênero.

    10. É tema de estudo acadêmico

    Pesquisas na área da psicologia e da sexualidade indicam que, quando praticado de forma consensual, o BDSM não está associado a transtornos mentais e pode até fortalecer vínculos de confiança.

    Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.