Castro nega loteamento apontado pela PF e diz que divisão de cargos no Executivo faz parte de ‘governo de coalizão’
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Castro nega loteamento apontado pela PF e diz que divisão de cargos no Executivo faz parte de ‘governo de coalizão’

Governador rebateu as conclusões do relatório da Polícia Federal que apontam loteamento de postos em autarquias

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    GERADO EM: 28/02/2026 - 14:26

    Governador Cláudio Castro nega acusações de loteamento de cargos no Rio

    O governador Cláudio Castro rebateu o relatório da Polícia Federal que acusa loteamento de cargos no Executivo do Rio de Janeiro, afirmando que a divisão de cargos é parte de um governo de coalizão. Durante evento em Duque de Caxias, Castro negou irregularidades, comparando a prática à estrutura do governo federal, e criticou a politização da investigação. A PF menciona divisão de cargos entre deputados em órgãos estaduais, mas Castro insiste que não perdeu o controle das nomeações.

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    Durante a inauguração de uma base da Operação Segurança Presente em Duque de Caxias, neste sábado (28), o governador Cláudio Castro rebateu as conclusões do relatório da Polícia Federal que apontam loteamento de cargos em órgãos do Executivo estadual e afirmou que a composição do governo segue a lógica de uma coalizão partidária.

    • Bacellar e deputados lotearam cargos do Ceperj e Fundação Leão XIII, órgãos estaduais investigados por suspeitas de irregularidades
    • Busca e apreensão da PF em imóveis de Bacellar encontrou Mercedes de R$ 850 mil, adega e área gourmet

  • Bacellar e deputados lotearam cargos do Ceperj e Fundação Leão XIII, órgãos estaduais investigados por suspeitas de irregularidades
  • Busca e apreensão da PF em imóveis de Bacellar encontrou Mercedes de R$ 850 mil, adega e área gourmet
  • Questionado se o governo teria perdido o controle das nomeações ou se tinha conhecimento das indicações citadas na investigação, Castro negou irregularidades e comparou a estrutura estadual ao governo federal.

    — Essa é a maneira de eu ir fazer política — afirmou, ao sustentar que seu governo é formado por diferentes partidos, assim como ocorreria em Brasília: — Eu queria que o mesmo delegado federal fizesse a mesma coisa no Governo Federal. Ele vai ver três ministérios do MDB, cinco do PT, tantos outros do Solidariedade, tantos outros do PSDB.

    A investigação da PF que indiciou o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, menciona uma planilha com divisão de cargos entre deputados aliados em órgãos como o Ceperj, a Fundação Leão XIII, a Lei Seca e o próprio Segurança Presente.

    Segundo o relatório, sob a administração de Bacellar, a Alerj teria “potencializado sua influência na tomada de decisões que estariam inseridas no rol de prerrogativas do Governador do Estado”. A PF também cita uma anotação com a expressão “cargos para compensar o Ceperj”.

    Ao responder sobre possível perda de controle do Executivo, Castro foi enfático:

    — Então não tem isso de perder o controle, nada, são 460 mil servidores, então é impossível o governador saber qual é a questão agora.

    O governador também questionou a atuação do delegado responsável pelo relatório e afirmou que há “politização” na condução da investigação. “Eu tenho certeza de que há uma politização desse delegado”, declarou, acrescentando que o investigador estaria “completamente instrumentalizado”.

    — Ele (delegado da PF responsável pela investigação) coloca isso como uma forma de desgastar o governo, o governo sempre com um governo de coalizão, sempre um governo com os partidos, exatamente como é o Governo Federal — concluiu Castro.

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