Preferido do PT para o governo de Minas, Pacheco acompanha Lula em visita a cidades atingidas pelas chuvas
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Preferido do PT para o governo de Minas, Pacheco acompanha Lula em visita a cidades atingidas pelas chuvas

Senador foi classificado como 'convidado especial'; em discurso com tom eleitoral, presidente prometeu desmascarar 'quem mente' e chamou 2026 de 'ano da verdade'

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    GERADO EM: 28/02/2026 - 17:36

    Lula visita Zona da Mata, anuncia R$ 11,3 mi após chuvas letais

    O presidente Lula visitou a Zona da Mata em Minas Gerais após chuvas devastadoras causarem 70 mortes. Acompanhado pelo senador Rodrigo Pacheco, favorito do PT para o governo estadual, Lula anunciou apoio financeiro aos municípios afetados. Pacheco, ainda no PSD, pode mudar de partido para disputar as eleições, com MDB e União Brasil como opções. O governo federal liberou R$ 11,3 milhões para a recuperação das áreas.

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou o senador Rodrigo Pacheco (PSD), nome preferido da maioria do PT e do Planalto para disputar o governo de Minas Gerais em outubro, à visita que fez neste sábado à Zona da Mata, atingida nos últimos dias por chuvas que destruíram cidades da região e causaram 70 mortes. O parlamentar ficou ao lado do petista, junto com ministros e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), durante coletiva de imprensa em que foi anunciado o apoio financeiro da gestão federal aos municípios.

    • Ajuda: Lula chega a Minas Gerais para visitar cidades afetadas pelas chuvas na Zona da Mata

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  • Ainda filiado ao PSD, o ex-presidente do Senado tende a mudar de partido caso decida encarar a disputa — ele vinha resistindo à ideia nos últimos meses, mas Lula tenta convencê-lo. Duas legendas despontam como favoritas no momento: MDB e União Brasil. A necessidade de migração partidária se deu porque a atual sigla de Pacheco filiou no ano passado o vice-governador Mateus Simões, candidato do governador Romeu Zema (Novo) à sucessão.

    Na coletiva em Juiz de Fora, Lula elencou os ministros presentes e fez um gesto especial ao senador:

    — Trouxe comigo um convidado especial, que é o companheiro Pacheco. A gente estava há muito tempo sem conversar, e eu disse: “Vamos conversar um pouquinho” — comentou o petista.

    Pacheco, por sua vez, enalteceu o "espírito de estadista" de Lula na esteira do suporte federal à Zona da Mata.

    — A presença do presidente Lula, de sua comitiva de diversos ministros, e a iniciativa de implementação de um gabinete estendido aqui em Juiz de Fora para dar as respostas devidas à Zona da Mata são reveladoras de algo que se espera muito de um governante, que é responsabilidade política, que é saber que em determinados momentos se exige o espírito de estadista para cuidar daquilo que é hoje uma grande tragédia nacional — disse.

    Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, e funciona como um "espelho" da eleição nacional, já que os resultados por lá costumam refletir de forma quase idêntica o placar da disputa em todo o país. O PT tenta montar um palanque forte para o presidente em solo mineiro, mas o cenário ainda é um dos mais indefinidos entre os principais estados.

    Ao anunciar o encerramento da declaração à imprensa, Lula carregou na tinta eleitoral e classificou 2026 como o “ano da verdade” no Brasil, com promessa de desmascarar quem “mente” e faz “pirotecnia” nas redes sociais.

    — Este ano é o ano da verdade neste país, é o ano em que vamos provar quem mente e quem não mente, quem faz e quem não faz; em que vamos provar que fazer pirotecnia através do celular não resolve o problema da sociedade. O cidadão que fica gravando e fazendo meme toda hora, brincando de fazer política, nós vamos desmascarar este ano — alegou.

    Ajuda à região

    Ajuda à região

    Lula desembarcou de manhã na Zona da Mata e percorreu municípios atingidos. Em Ubá, afirmou que o governo vai ajudar a recuperar “tudo que foi estragado”.

    — Quem perdeu a casa, nós vamos entregar casa nova. Vai ter linha de crédito aos empresários e liberação de dinheiro do Fundo de Garantia (FGTS) e do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Nós vamos fazer igualzinho fizemos no Rio Grande do Sul — disse.

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