Ataques dos EUA e Israel ao Irã: secretário-geral da ONU condena ofensiva e faz apelo por fim do conflito
Bases dos EUA no Bahrein estiveram entre os alvos. Crédito: Reprodução Redes Socias; UGC/AFP
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O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou a escalada militar deste sábado, 28, no Oriente Médio. “O uso da força pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e a subsequente retaliação do Irã em toda a região, minam a paz e a segurança internacionais”, disse em postagem na rede social X.
O Conselho de Segurança da ONU fará uma reunião de emergência neste sábado, 28, sobre o ataque. O encontro foi um pedido da França, do Bahrein e do próprio Irã.
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Guterres reforça que os Estados-Membros da ONU devem respeitar suas obrigações sob o direito internacional e que a Carta da organização proíbe “a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer estado, ou de qualquer outra maneira inconsistente com os Propósitos das Nações Unidas”.
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O que aconteceu
Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque ao Irã neste sábado, o que o presidente Donald Trump (EUA) descreveu como uma oportunidade para uma mudança de regime em Teerã.
O Irã reagiu disparando uma série de mísseis e drones contra Israel, informou a Guarda Revolucionária em comunicado no Telegram.
Também lançou ataques com mísseis contra bases militares americanas na região, incluindo a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, a Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e o quartel-general da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, informou a Fars.
O ataque ocorreu após semanas de repetidas ameaças de Trump de que os Estados Unidos atacariam o Irã, a menos que a liderança do país concordasse com as exigências dos EUA, especialmente em relação ao programa nuclear de Teerã.
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Na quinta-feira, autoridades americanas e iranianas realizaram uma última rodada de negociações mediadas, que terminou sem um avanço significativo.
Neste sábado, Trump anunciou que “grandes operações de combate” estavam em andamento no Irã. O Departamento de Defesa chamou os ataques de “Operação Fúria Épica”.