A Agência Meteorológica do Japão (JMA) alertou nesta terça-feira, 9, para a possibilidade da região norte do país registrar um tremor de grande magnitude durante a próxima semana. De acordo com a emissora pública NHK, o alerta é para um megaterremoto que pode ocorrer ao longo da Fossa do Japão e da Fossa de Chishima, na costa de Hokkaido.
Autoridades pedem checagem de rotas e kits de emergência
Embora as autoridades tenham afirmado que, até o momento, não há recomendação de retirada de pessoas para nenhum local, a população foi orientada a se precaver.
O alerta inclui a necessidade de checar rotas de retirada, verificar se os móveis de suas casas estão firmes e preparar kits de emergência, que devem conter alimentos, água e itens de higiene pessoal.
O diretor de gestão de desastres do gabinete do governo japonês, Morikubo Tsukasa, confirmou que os dados indicam a possibilidade de um tremor mais forte, mas enfatizou a ausência de confirmação absoluta.
"Com base nas estatísticas de terremotos que ocorreram em todo o mundo até o momento, existe a possibilidade de um terremoto de grande escala, com magnitude igual ou superior a 8, ocorrer como consequência de um terremoto subsequente na Fossa do Japão e na Fossa de Chishima, perto de Hokkaido".
Ele ressaltou que, apesar da incerteza, a população deve tomar as medidas de proteção necessárias. "Não há certeza se um terremoto de grande escala realmente ocorrerá. Mas todos devem atender ao alerta e tomar precauções para proteger as suas próprias vidas".
Contexto e força-tarefa
O alerta ocorre logo após um terremoto de magnitude 7,5 ter atingido o país na noite da segunda-feira, 8, no horário local (23h15). O tremor se deu a cerca de 80 quilômetros da costa de Aomori, a uma profundidade de 44 quilômetros.
Pelo menos 33 pessoas ficaram feridas, com uma delas em estado grave, principalmente atingidas por objetos que caíram.
Em resposta, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou nesta terça-feira que uma força-tarefa de emergência foi formada para avaliar os danos com urgência. A premiê afirmou que o governo está "priorizando a vida das pessoas e fazendo tudo o que podemos".