A Prefeitura de São Paulo informou que os repasses às empresas de ônibus estão em dia e enfatizou que o pagamento do 13º salário dos trabalhadores é de responsabilidade exclusiva das concessionárias.
Em resposta à paralisação do serviço de transporte público ocorrida nesta terça-feira, a gestão municipal, a pedido do prefeito Ricardo Nunes, tomou medidas legais.
A Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade e a SPTrans registraram um Boletim de Ocorrência (BO) contra as empresas de ônibus que aderiram à paralisação sem aviso prévio, configurando uma grave violação à legislação.
O comunicado oficial expressou solidariedade aos usuários que dependem do transporte público e que foram afetados pelo que a gestão classificou como "descaso, irresponsabilidade e falta de compromisso dessas companhias com a população".
Entenda
Em entrevista ao vivo no programa Brasil Urgente, o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, explicou o estopim da greve. Segundo o líder sindical, havia um acordo prévio firmado em uma reunião com a Secretaria de Transportes. O combinado era que o pagamento da primeira parcela do 13º — que já estava atrasada — seria realizado juntamente com a segunda parcela no próximo dia 12 de dezembro.
No entanto, por volta das 13h desta segunda-feira, o sindicato recebeu um ofício assinado pelas empresas de ônibus solicitando um novo prazo para o pagamento, sem estipular uma data concreta. A justificativa apresentada pelas viações envolveria questões contratuais e de repasses financeiros junto à Prefeitura de São Paulo.
"A revolta foi muito grande", diz presidente do sindicato
A notícia do adiamento indefinido gerou indignação imediata nas garagens. "A revolta dos trabalhadores por volta das 15h foi muito grande quando a diretoria comunicou que as empresas pediram mais prazo", afirmou Valdemir dos Santos.