Comércio otimista: Natal deve ser o melhor em uma década
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Comércio otimista: Natal deve ser o melhor em uma década

O setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo projeta vendas de quase R$ 73 bilhões, o maior volume desde 2015, o que reflete em um aumento na contratação de trabalhadores para o período de festas.

A expectativa do comércio para o final do ano é de otimismo. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que as vendas de Natal atinjam cerca de R$ 72,71 bilhões. Este valor representa um aumento de 2,1% em relação ao ano passado (R$ 71,2 bilhões) , sendo considerado o melhor desempenho desde 2015.

O gerente Executivo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Daniel Sakamoto, ressaltou o ânimo do setor: "As projeções são bastante positivas, o comércio está otimista, é a maior data de comércio no Brasil".

O entusiasmo dos comerciantes reflete a disposição dos consumidores. A professora aposentada Denise Fuster, por exemplo, já tem sua "lista de presentes pronta" para cerca de dez pessoas, incluindo "o amigo secreto, tem pai, tem mãe, tem filhos, tem genro".

Horário estendido e oportunidades de emprego

Para atender à demanda esperada, shoppings estão se preparando. Um shopping de São Paulo, com 350 lojas, decidiu ampliar o horário de funcionamento nos doze dias que antecedem o Natal.

A Gerente de Marketing do Shopping Center Norte, Jessica Ross, explica que a mudança oferece "mais tempo e mais comodidade para comprar, pra conhecer a nossa decoração, pra participar da nossa promoção e para os lojistas proderem vender e finalizar esse ano de 2025 batendo todas as metas".

Aumento nas contratações temporárias

A boa expectativa com as vendas de Natal resultou em um aumento na contratação de trabalhadores. Os lojistas estimam um crescimento de 5% nas vagas de emprego temporário em todo o Brasil.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, alertou que ainda há tempo para conseguir uma vaga, pois o varejo tem postergado as contratações para a data limite: "O varejo que, há dez, quinze anos costumava contratar lá no fim de novembro, cada vez mais deixa para perto da data, ou seja, aos 45 do segundo tempo".

Para a vendedora temporária Isabele Costa de Barros, o "Papai Noel chegou mais cedo". Ela conquistou uma vaga há três semanas, já recebeu a proposta para ser efetivada, e agora planeja o futuro. "Eu queria pagar minha faculdade no ano que vem. Tranquila, com dívida quitada e, se Deus quiser, matriculada no meu curso"