Os carros-mula que anteciparam revoluções na Fórmula 1
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Os carros-mula que anteciparam revoluções na Fórmula 1

Existe um ditado no paddock da Fórmula 1 que diz: “é impossível, na F1, evitar o progresso”. Isso porque o trabalho das equipes não para durante todo o ano. Um exemplo disso, são os testes de pré-temporada e as novidades que os times testam para um novo regulamento ou apenas novidades para melhorar o desempenho dos carros.

Após o encerramento da temporada em Abu Dhabi, palco do primeiro título de Lando Norris, a Mercedes chamou a atenção ao utilizar ao colocar na pista um protótipo de asa dianteira ativa. A peça, ainda longe de sua forma final, dá uma dica de como funcionará a novo sistema de aerodinâmica da F1 em 2026, substituta do DRS.

  • Veja imagens e detalhes do carro de 2026 da Fórmula 1
  • A Mercedes não foi a única a coletar dados: a Ferrari também levou a evolução do sistema para Yas Marina. Além disso, a equipe de Maranello testou um novo volante, que foi utilizado pela primeira vez durante o treino livre 1 do GP de Abu Dhabi, no carro de Arthur Leclerc, irmão de Charles Leclerc.

    Como algumas inovações dos próximos anos são testadas nos monopostos da temporada atual, o Esporte na Band separou os carros mulas da Fórmula 1 mais diferentes dos últimos 15 anos.

    2020 - 2021 - 2022

    Em 2022, um novo conceito entrou em ação e os carros sofreram mudança radical de conceito ao explorar o efeito solo, que gera pressão aerodinâmica por túneis (de Venturi) no assoalho, dependendo menos das asas dianteiras e traseiras.

    Outra grande mudança não apenas no aspecto visual, mas também na dirigibilidade, foram as rodas aro 18, que substituem as de aro 13. Apesar de deixar os carros com visual radical, foi adotado pelas equipes uma espécie de calota pra minimizar efeitos aerodinâmicos causados pelas rodas maiores.

    2015 - 2016 - 2017

    De 2016 para 2017, a Fórmula 1 conheceu os carros “bombadões”. A asa dianteira ficou maior, a traseira mais baixa e alargada, o retorno de grandes defletores e pneus gigantescos.

    Como a mudança de regulamento ia mudar demais toda a estrutura do carro, e os compostos iam ser uma pare essencial nesse processo, os teste com os novos pneus da Pirelli começaram já em 2015. Além disso, as equipes também utilizam os carros de 2016 para se adaptarem e estudarem o dispositivo de segurança Halo.

    A Red Bull ainda aproveitou para incrementar o Aeroscreen, que é tela balística de policarbonato transparente fixada a uma estrutura de titânio. Não ficou na Fórmula 1, mas é utilizada até hoje nos carros da Indy.

    2008 - 2009

    À medida que os anos 2000 se aproximavam do fim, os carros de Fórmula 1 haviam se transformado nas máquinas mais complexas da história em termos aerodinâmicos, com todo tipo de apêndices, defletores e asas espalhados pela carroceria.

    Caros de serem desenvolvidos e a dificuldade extrema de ultrapassagens no vácuo, a FIA decidiu “limpar” tudo e, para 2009, o regulamento mudou. E como as equipes se preparam na pré-temporada? Bem, só pegaram os carro e tiraram (quase) tudo que eles tiram de aerodinâmica.