Decisão do ministro do STF, Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos da empresa Maridt, medida aprovada pela CPI do Crime Organizado do Senado.
Avaliação do magistrado apontou que a quebra de sigilos ultrapassou o escopo da investigação, atendendo pedido da Maridt, empresa vista como ligação entre a família de Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, investigado por escândalo financeiro.
Determinação do ministro ordenou a cessação imediata do acesso aos dados sigilosos. Dias Toffoli renunciou à relatoria do caso Banco Master após menção de seu nome pela Polícia Federal e negou relação com Vorcaro ou Fabiano Zettel.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (27) a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemático da empresa Maridt. A Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou as medidas na última quarta-feira (25).
O magistrado afirma que a quebra de sigilos ultrapassou o escopo da investigação da CPI. A decisão do parlamentar aprovou um pedido feito pela Maridt, empresa vista como a relação entre a família de Dias Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investigado por escândalo financeiro.
O parlamentar declara que aconteceu um desvio de finalidade na aprovação do requerimento pela comissão, pois o objetivo inicial da investigação não possuía uma relação com a empresa relacionada com Dias Toffoli.
Mendes enviou órgãos competentes cessarem imediatamente o acesso sobre os dados sigilosos e afirma que serão destruídos, caso já tenham sido apurados e levantados.
Dias Toffoli renunciou à relatoria do caso Banco Master em 12 de fevereiro deste ano, após a Polícia Federal mencionar o nome do ministro em dados do celular de Vorcaro. O parlamentar negou qualquer tipo de relação com o dono do banco ou o cunhado dele, Fabiano Zettel.