Estados Unidos e Israel lançam ataque contra o Irã
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Estados Unidos e Israel lançam ataque contra o Irã

Israel lançou, na madrugada deste sábado (28), o que chamou de “ataque preventivo” contra a capital do Irã, Teerã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também declarou que uma ação do país contra território iraniano “está em andamento”. Os ataques dos EUA foram confirmados por oficiais à agência Reuters.

As campanhas são por ações aéreas e marítimas e devem durar “vários dias”, segundo fontes da Reuters

O ataque teria ocorrido perto dos escritórios do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que não é visto em público há dias. Nuvens de fumaça podem ser vistas pela capital Teerã.

A agência de notícias iraniana Fars também aponta ataques em outras cidades para além da capital, como Isfahan, Karaj. Kermanshah e Qom.

Trump e Netanyahu confirmam ataques

Horas depois do início da campanha, Donald Trump e Benjamin Netanyahu, premiê de Israel, se manifestaram defendendo a ação militar.

"Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear", disse o líder americano, que falou em “arrasar a indústria de mísseis”.

"Chegou a hora de todos os grupos étnicos do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico. Apelo a vocês, cidadãos de Israel, para que ouçam as instruções do Comando da Defesa Civil. Nos próximos dias, na Operação "O Rugido do Leão", todos nós precisaremos de paciência e perseverança", disse o israelense.

O ataque ocorre em um momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a um acordo sobre seu programa nuclear.

Regime iraniano enfraquecido

Na última semana, Estados Unidos e Irã realizaram conversas em Genebra, onde Trump chegou a dizer que o Irã “não está disposto a nos dar o que precisamos ter”, mas havia a expectativa de uma nova rodada de conversas em Vienna, na Áustria.

Oficialmente, os EUA justificaram a concentração de forças acusando o Irã de não ter abandonado seu programa nuclear e como reação ao recente assassinato de milhares de manifestantes que protestaram contra o regime. O presidente dos EUA, Donald Trump, também sinalizou que vê com bons olhos uma mudança de regime no país.

No Irã, o momento de enfraquecimento do regime fundamentalista, no poder desde 1979, e que no último ano teve que enfrentar imensos protestos populares e uma anterior ofensiva militar conjunta de Israel e dos EUA em junho de 2025, que já havia enfraquecido suas defesas militares.

Em janeiro, o regime cortou o acesso à internet e promoveu uma repressão violenta para conter os protestos, motivadas pela grave crise econômica no país.. Segundo ONGs de direitos humanos, 7 mil pessoas morreram - embora o governo reconheça apenas 3.117 mortos.