O Museu Paranaense, em Curitiba, inaugura neste domingo (1º de março), a partir das 10h, a mostra "Vitrine Panfletária", do artista pernambucano Elilson, resultado de uma ação performática realizada nas ruas da capital paranaense.
Na performance, o artista percorre a cidade em busca de panfleteiros, estabelece conversas com esses trabalhadores e pede que cada um fixe na própria roupa o anúncio que está distribuindo, transformando o corpo em suporte para a publicidade de rua.
A proposta já foi desenvolvida por Elilson em outras seis cidades – Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Porto Alegre, Buenos Aires e Cidade do México – e agora ganha versão expositiva no espaço do museu.
Performance vira "escultura discursiva"
De acordo com a descrição do projeto, o efeito da caminhada resulta em uma espécie de "escultura discursiva", que arquiva a diversidade de anúncios e ofertas acumulados por um pedestre ao circular pelo centro urbano.
Edital propõe refletir sobre arquivos
"Vitrine Panfletária" é o terceiro projeto selecionado pelo V Edital de Ocupação do Espaço Vitrine, iniciativa do Museu Paranaense dedicada a intervenções no espaço expositivo localizado na área de acesso ao público.
Com o tema "Boca de Arquivo", esta edição do edital propõe refletir sobre os arquivos como lugares de reelaboração de limites éticos, históricos, políticos e sociais na construção de narrativas.
Trajetória de Elilson
Nascido em Recife em 1991, Elilson é artista, pesquisador e professor.
Ele é doutorando em Artes Visuais na Universidade de São Paulo (USP), com período de intercâmbio na Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), mestre em Artes da Cena pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e graduado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Suas pesquisas se concentram nas inter-relações entre arte da performance e mobilidade urbana, desdobrando-se em ações, instalações, crônicas, relatos e exposições orais.
Serviço
Abertura da mostra "Vitrine Panfletária"