Uma série de ataques aéreos e marítimos foi lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã na madrugada de sábado, atingindo instalações militares e nucleares em Teerã e outras cidades, resultando na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e de membros da cúpula de defesa, segundo confirmação do presidente Donald Trump.
Uma resposta da Guarda Revolucionária do Irã envolveu o disparo de mísseis e drones contra bases americanas e Israel, atingindo inclusive o Aeroporto Internacional de Dubai e provocando interdições de espaços aéreos em diversos países, além do cancelamento de centenas de voos e o retorno de aeronaves ao Brasil por questões de segurança.
Um fracasso nas negociações sobre o programa nuclear iraniano antecedeu a ofensiva, com tentativas sem sucesso em Genebra e tensões crescentes após movimentos militares dos EUA na região, agravando um histórico de hostilidade que se intensificou após a Revolução Iraniana de 1979, acusações de apoio ao terrorismo e o colapso de acordos nucleares desde 2015.
Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.
Como resultado da ação militar coordenada, o presidente norte-americano, Donald Trump,confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, além de vários líderes da cúpula de defesa do país. O regime iraniano não confirma as baixas oficialmente.
A justificativa americana seria "defender o povo americano" e garantir que o Irã "nunca teria uma arma nuclear". Já o governo de Benjamin Netanyahu chamou a ofensiva de “Operação Rugido do Leão”.
As primeiras bombas atingiram a região oeste de Teerã, capital do Irã, por volta de 1h deste sábado (horário de Brasília). Os alvos foram instalações militares ligadas à Guarda Revolucionária iraniana, incluindo centros de comando e depósitos de armamentos. Impactos também foram registrados perto de estruturas associadas ao programa nuclear iraniano.
Além da capital iraniana, explosões também foram confirmadas em outras cidades estratégicas do país, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã disparou mísseis e drones contra bases militares norte-americanas em várias cidades do Oriente Médio e contra o território de Israel. Os Estados Unidos interceptaram pelo menos 14 mísseis que tinham como alvo bases americanas e de aliados no Oriente Médio em Jordânia, Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Israel também foi alvo, e Tel Aviv registrou locais atingidos, mas a grande maioria dos ataques foi repelida.
Entre os locais atingidos está o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB), nos Emirados Árabes Unidos, que confirmou a ocorrência de um "incidente" que resultou em danos a um de seus terminais e deixou quatro funcionários feridos. O local é um dos maiores hubs de conexões de voos do mundo, já que conecta escalas para Ásia, Europa e África.
Caos aéreo
Com os ataques e contra-ataques, espaços aéreos no Oriente Médio começaram a fechar e dezenas de milhares de viajantes em todo o mundo ficaram presos. Israel, Emirados Árabes Unidos e Catar fecharam seu espaço aéreo neste sábado, 28. O espaço aéreo no sul da Síria também foi fechado, assim como os céus acima do Irã, Iraque, Kuwait e Bahrein e o Aeroporto Internacional de Mascate em Omã.
Aviões que estavam a caminho de cidades como Tel-Aviv e Dubai no início do sábado foram desviados ou retornaram para seus pontos de origem. Somente o Aeroporto Internacional de Dubai - o aeroporto mais movimentado do mundo para voos internacionais - relatou mais de 700 voos de chegada e partida cancelados.
Dois voos internacionais que partiram na madrugada deste sábado do Aeroporto Internacional de Guarulhos, precisaram retornar ao terminal. As aeronaves são das companhias Emirates e Qatar Airways e tinham como destino Dubai e Doha. Eles já haviam decolado, mas precisaram voltar por questões de segurança e por restrições no espaço aéreo da região.
Negociações fracassaram
A ofensiva acontece em um momento em que os EUA e o Irã negociavam um limite na produção do urânio por parte de Teerã. Na última semana, representantes dos dois países se reuniram em Genebra, na Suíça, para tentar salvar um acordo sobre o programa nuclear do Irã, mas as negociações terminaram sem avanços concretos.
Uma nova reunião estava agendada para a próxima semana em Viena. Apesar das conversas, Trump já havia declarado que não descartava uma "saída não diplomática".
A escalada foi precedida por movimentos militares por parte de Washington, como a ordem para que funcionários não essenciais de embaixadas no Líbano e em Israel deixassem os países e o envio do maior porta-aviões do mundo para a região.
Do acordo à hostilidade: o histórico do conflito
A relação entre Estados Unidos e Irã, que já foram aliados, deteriorou-se drasticamente após a Revolução Iraniana de 1979.
O movimento derrubou a monarquia pró-ocidente do Xá Reza Pahlavi e instaurou uma República Islâmica, liderada pelo Aiatolá Khomeini, que passou a ver os EUA como um adversário.
Desde então, o Irã é acusado de financiar grupos terroristas na região, como o Hamas, o que alimenta a desconfiança do Ocidente.
Em 2015, um histórico acordo nuclear foi assinado entre o Irã e um grupo de potências mundiais, incluindo os EUA.
Pelo pacto, Teerã se comprometeu a limitar seu programa de enriquecimento de urânio em troca da retirada de pesadas sanções econômicas.
Contudo, o acordo começou a ruir quando, em 2025, o Irã demonstrou menos transparência sobre as atividades nucleares. Em junho daquele ano, Israel, com apoio norte-americano, realizou um primeiro ataque a instalações iranianas.