Meta nega interferência nas eleições brasileiras
Empresa afirmou que as campanhas de Lula e de outros candidatos foram afetadas por falhas técnicas; ao TSE, a Meta detalhou a origem de cada episódio
A Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) divulgou nesta 6ª feira (16.out.2026) uma nota oficial na qual nega ter interferido ou favorecido candidatos nas eleições gerais de 2026 do Brasil, mas admite que falhas técnicas temporárias atingiram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a íntegra (PDF – 152 kB).
Segundo a Meta, os problemas afetaram candidatos de diferentes correntes políticas e anunciantes em todo o mundo. A manifestação da empresa ocorre em resposta a críticas de internautas por viés ideológico e à ação judicial movida pela coligação de Lula. Leia a íntegra da defesa da Meta (PDF – 366 kB).
A Meta lamentou o processo, que classificou como uma “narrativa política” baseada na “combinação de problemas técnicos sem relação entre si”.
VERSÃO DA META
A empresa detalhou a origem técnica de cada episódio citado pela campanha de Lula e apresentou defesa ao Tribunal Superior Eleitoral:
ORDENS JUDICIAIS
A Meta sustentou que cerca de 70% das intervenções e restrições aplicadas sobre as contas de Lula nas plataformas decorreram de decisões do próprio TSE. As demais ações envolveram restrições legais previstas na legislação eleitoral, como a proibição de uso de IA no período de silêncio eleitoral.
Na defesa entregue à Justiça Eleitoral, a empresa citou trecho do parecer recente do TSE que não encontrou evidências de manipulação deliberada nos algoritmos para favorecer ou prejudicar candidaturas.
A Meta também voltou a criticar o arcabouço regulatório de redes sociais no Brasil, afirmando que a ampliação da responsabilidade sobre conteúdos de terceiros em vigor desde 2025 aumenta o risco de “aplicação excessiva” e remoções indevidas.