Jornal Nacional homenageia Ayres Rocha, ícone do jornalismo acreano; VÍDEO
🖤🌟 A voz que por mais de 30 anos fez parte da rotina dos acreanos também ganhou espaço na despedida do principal telejornal do país, que teve a oportunidade de apresentar e representar o Acre em uma edição especial em 2019.
Na edição dessa quarta-feira (14), o Jornal Nacional repercutiu a morte do jornalista Ayres Rocha, que conquistou gerações de telespectadores à frente do Jornal do Acre 2ª Edição (JAC2), da Rede Amazônica. (Veja o vídeo acima)
Ayres morreu aos 62 anos, em Rio Branco, em decorrência de um câncer. O jornalista foi enterrado na manhã desta quinta-feira (15), no cemitério São João Batista, na capital acreana, em uma despedida que reuniu familiares, amigos e admiradores.
Ao anunciar a morte do apresentador, a jornalista Renata Vasconcellos, âncora do telejornal, lembrou a trajetória de Ayres na televisão.
“Morreu aos 62 anos o jornalista Ayres Rocha, que conquistou gerações de telespectadores no Acre. Ele foi âncora da Rede Amazônica por mais de 30 anos e apresentava o Jornal do Acre 2ª Edição”, disse.
A apresentadora também recordou que Ayres teve a oportunidade de apresentar uma edição comemorativa do telejornal. Ao encerrar a homenagem, Renata informou que o jornalista tratava um câncer.
A participação de Ayres no Jornal Nacional ocorreu em 7 de setembro de 2019, durante as comemorações dos 50 anos do telejornal.
Na ocasião, ele dividiu a bancada com a jornalista Jéssica Senra, da TV Bahia, em uma iniciativa que reuniu apresentadores de afiliadas da Globo de diferentes partes do Brasil.
A edição fez parte do projeto JN50, criado para celebrar o cinquentenário do noticiário. Para os acreanos, ver Ayres na bancada do JN foi motivo de orgulho. Em Rio Branco, um telão foi montado na praça de alimentação do Via Verde Shopping para que o público acompanhasse a participação do apresentador.
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Ao se despedir da edição especial, o jornalista fez questão de destacar o significado de representar o estado em rede nacional.
“Pra mim também foi muito bom representar meu estado, agradeço primeiramente a Deus, meus amigos, Rede Globo, Rede Amazônica. Isso aqui também provou que meu Acre existe, existe sim. Boa noite”, declarou.
A morte do jornalista provocou manifestações de pesar de colegas de profissão e autoridades. Entre as homenagens, a jornalista Jéssica Senra, com quem ele dividiu a bancada do Jornal Nacional em 2019, lamentou a perda nas redes sociais.
“Arrasada com essa notícia. Meu parceiro no JN. Descanse, meu amigo”, escreveu.
A trajetória de Ayres na televisão começou em 1989, quando ele ainda trabalhava como bancário e procurava uma atividade para ocupar as tardes. Na época, passou a acompanhar a rotina da redação da então TV Acre até receber um convite inesperado para apresentar um programa esportivo, substituindo um colega que havia faltado.
Mesmo receoso de encarar as câmeras, aceitou o desafio. A experiência abriu caminho para uma carreira que atravessou diferentes fases do telejornalismo acreano.
Ayres passou por telejornais das edições da manhã e da tarde até chegar à bancada do Jornal do Acre 2ª Edição, que estreou em 1995. Com o tempo, tornou-se um dos rostos mais conhecidos da comunicação no estado.
De segunda-feira a sábado, sua voz acompanhava as famílias acreanas durante as principais notícias do dia. A apresentação era marcada pela seriedade e pelo jeito tranquilo de conduzir o noticiário, características que ajudaram a criar uma relação de proximidade com os telespectadores.
Nos bastidores, porém, os colegas lembravam de um Ayres descontraído, conhecido pelas piadas e pela capacidade de deixar o ambiente da redação mais leve. As histórias compartilhadas pela equipe também mostravam um profissional que construiu amizades ao longo da carreira.
A despedida de Ayres da bancada do Jornal do Acre 2ª Edição ocorreu em 8 de novembro de 2024, depois de pouco mais de três décadas à frente do telejornal.
Na ocasião, ele recebeu uma homenagem dos colegas e uma placa em reconhecimento ao trabalho na emissora. Emocionado, agradeceu à equipe, à família e ao público que acompanhou sua trajetória.
“Primeiramente, obrigada pela lembrança aqui, Rede Amazônica. Foram pouco mais de 30 anos, e eu só tenho a agradecer. É muito difícil, porque não foram 30 dias”, disse.
Ayres também lembrou os momentos em que precisou abrir mão de feriados, fins de semana e encontros familiares para estar na bancada. Ao agradecer à esposa e aos filhos, destacou a dedicação exigida pela profissão.
A despedida terminou com o tradicional encerramento do telejornal, uma frase que durante anos anunciou o fim da edição para os telespectadores.
“Jornal do Acre 2ª edição fica por aqui. Para você, uma ótima noite, e a gente se vê por aí.”