Adilsinho: patrono do Salgueiro e dono de clube de futebol, contraventor preso deu festa no Copacabana Palace
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Adilsinho: patrono do Salgueiro e dono de clube de futebol, contraventor preso deu festa no Copacabana Palace

Adilson Coutinho Filho, que era alvo de cinco mandados de prisão em aberto, foi preso em Cabo Frio

Por O GLOBO — Rio de Janeiro

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    GERADO EM: 26/02/2026 - 13:34

    Adilsinho, Patrono do Salgueiro, Preso por Contrabando em Cabo Frio

    Adilson Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso em Cabo Frio após ser alvo de cinco mandados de prisão. Patrono do Salgueiro e figura do jogo do bicho, ele esteve envolvido em disputas internas no carnaval carioca e foi anfitrião de uma festa polêmica no Copacabana Palace durante a pandemia. Adilsinho é acusado de liderar uma quadrilha de contrabando de cigarros e sua prisão ocorreu em operação conjunta da PF e Polícia Civil.

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    • Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio; veja vídeo
    • Quem é Adilsinho, bicheiro e alvo de investigações sobre cigarro ilegal, preso pela PF

  • Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio; veja vídeo
  • Quem é Adilsinho, bicheiro e alvo de investigações sobre cigarro ilegal, preso pela PF
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    Adilsinho chegando na PF — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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    Adilsinho chegando na PF — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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    Adilsinho é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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    Adilsinho preso na PF — Foto: Márcia Foletto

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    O bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio — Foto: Divulgação PCERJ

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    Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ

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    Adilsinho sendo preso nesta quinta-feira — Foto: Reprodução

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    Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ

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    Adilsinho é preso em mansão em Cabo Frio — Foto: Divulgação PCERJ

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    Casa em Cabo Frio, em que Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, foi preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ

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    Carnaval mais rico do Salgueiro, que voltou ao Desfile das Campeãs

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    Historicamente ligada à família Garcia, tendo como patronos Miro e seu filho, Maninho, o Salgueiro viu os bicheiros morrerem no início dos anos 2000. Maninho foi assassinado aos 42 anos, quando deixava uma academia de musculação, em Jacarepaguá, em setembro de 2004. Já Miro morreu 34 dias depois, aos 77 anos, por complicações de um enfisema pulmonar.

    Desde então, uma disputa sangrenta pelo comando da escola se consolidou. Entre as mortes, está a de Alcebíades Paes Garcia, o Bid, irmão de Maninho, assassinado após uma noite na Sapucaí no carnaval de 2020: quem foi preso como mentor intelectual do crime foi Bernardo Bello, ex-companheiro de Tamara Garcia, irmã gêmea de Shanna Garcia, filhas de Maninho. Já José Luís de Barros Lopes, o Zé Personal, então marido de Shanna, foi morto em 2011, dentro de um centro espírita. A própria Shanna Garcia sofreu um ataque a tiros em 2019, mas sobreviveu.

    • Modus operandi: Adilsinho usava casas alugadas e deslocamentos constantes para despistar a polícia; ele foi monitorado por dois meses

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  • Com apoio de Rogério Andrade e Vinicius Drumond, integrantes, assim como ele, da chamada nova cúpula do bicho, Adilsinho tomou áreas do jogo do bicho que, no passado, eram dominadas por Maninho. Depois da contravenção, também deu as cartas no mundo do carnaval, anunciado como patrono do Salgueiro em 2024, em feijoada na quadra: na ocasião, foi apresentado como quem chegaria para "ajudar" no carnaval.

    Mas em seu primeiro carnaval figurando como patrono — ano em que, até nos microfones da Sapucaí, o nome de Adilsinho foi celebrado como patrono da agremiação —, em 2025, o Salgueiro ficou fora do Desfile das Campeãs, o que motivou uma nota da escola aos que definiu como "ladrões de plantão". Já no último carnaval, o Salgueiro divulgou um comunicado antes mesmo de pisar na Avenida, expressando sua "total confiança na lisura" da apuração.

    • O que é a Operação Libertatis II, da PF, que levou à prisão de Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro

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  • A escola acabou em quarta colocada em 2026 (e voltou no Desfile das Campeãs). Uma das hipóteses da nota preventiva foi um racha entre duas gerações da contravenção: para Adilsinho, a penalização do Salgueiro no carnaval anterior estaria ligada à sua má relação com bicheiros da antiga, como Aniz Abraão David, o Anísio, e Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, patronos da 2ª e 3ª colocadas neste carnaval, a Beija-Flor e a Vila Isabel, respectivamente.

    Por isso, nos bastidores, contou-se que Adilsinho pediu para que seu nome fosse desvinculado da agremiação: ordenou que menções fossem retiradas da quadra, assim como evitadas em entrevistas, numa aposta de que isso pudesse ajudar num julgamento mais generoso, no desfile considerado o mais rico dos últimos anos.

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    No futebol, Adilsinho era batedor oficial de pênaltis

    O contraventor, que já foi presidente do clube, atuou como atacante e batedor oficial de pênaltis da equipe. Entre 2011 e 2018, disputou 63 partidas, marcou 10 gols e chegou a ser destacado como o jogador mais velho em atividade no país. Vários funcionários do CABT são acusados de integrarem sua organização criminosa.

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  • A festa do 'poderoso chefão' no Copacabana Palace

    A festa do 'poderoso chefão' no Copacabana Palace

    Em maio de 2021, Adilsinho fez ainda uma festa de arromba no Copacabana Palace para celebrar seus 51 anos. A comemoração para 500 convidados — com fila na porta do hotel que viralizou nas redes sociais, por acontecer no auge da pandemia de Covid-19 — contou com shows de artistas, como Gusttavo Lima, Ludmilla, Alexandre Pires e Mumuzinho. Além disso, o vídeo-convite enviado aos convidados contou com o tema do filme "O Poderoso Chefão".

    Convite para festa de acusado de envolvimento com máfia dos cigarros tem música de filme

    Por conta da festividade, a Vigilância Sanitária chegou a multar o hotel em R$ 15,4 mil, por infrações classificadas como "gravíssimas", à época, às medidas de combate à pandemia. O estabelecimento também ficou interditado para festas por 10 dias, como punição do poder público.

    Um mês depois de passar a ser conhecido nos noticiários por conta da festa, Adilsinho virou o foco da Operação Fumus, da PF — que, pela primeira vez, o acusou de chefiar uma quadrilha que monopolizava a venda e a fabricação de cigarros ilegais. Ao longo dos anos seguintes, ele foi alvo de várias operações, até que a polícia o localizasse cinco anos depois, nesta quinta-feira, em operação conjunta das polícias Civil e Federal.

    Prisão de Adilsinho:

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